Política

“Próximo passo são ações concretas”, diz Anielle Franco sobre Portugal e reparação por escravidão

Ministra da Igualdade Racial afirma que admissão do país europeu é fruto de “séculos de cobrança da população negra”

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Samir Mello
24/04/2024, 18:56 • Atualizado em 24/04/2024, 18:56
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Diferenças não podem significar desigualdade de oportunidades e direitos, diz Anielle Franco (MIR/Divulgação)

Diferenças não podem significar desigualdade de oportunidades e direitos, diz Anielle Franco (MIR/Divulgação)

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, comentou as declarações do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a responsabilidade do país europeu pelos danos causados ao Brasil, como massacre a indígenas, bens saqueados e escravidão de milhões de africanos. Segundo Anielle, o próximo passo é pensar em “ações concretas”.

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“Essa declaração precisa vir seguida de ações concretas como o próprio presidente parece estar ali se comprometendo a fazer”, declarou, em vídeo divulgado à imprensa. “Nossa equipe já está em contato com o governo português para dialogar sobre como pensar essas ações e quais passos serão tomados”.

Tais ações se referem a uma possível reparação por parte de Portugal pelas ações colonialistas do passado, como Rebelo de Sousa deixou aberta a possibilidade. “Temos que pagar os custos [pela escravidão]. Há ações que não foram punidas e os responsáveis não foram presos? Há bens que foram saqueados e não foram devolvidos? Vamos ver como podemos reparar isso”, declarou.

Anielle acrescentou que a admissão de culpa pelo chefe do executivo português é resultado de “séculos de cobrança da população negra”. Essa é a primeira vez que um presidente de Portugal reconhece a responsabilidade pelas ações.

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