PP adia evento para selar apoio a Tarcísio após operação da PF contra Ciro Nogueira
Ato estava previsto para esta segunda-feira e não tem nova data para ocorrer; partido enfrenta desgaste em meio às investigações


Eduardo Gayer
O diretório paulista do PP adiou o evento que selaria o apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), após o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PP-PI), ser alvo de uma operação da Polícia Federal. O ato estava previsto para segunda-feira (11) e não tem nova data para acontecer, de acordo com fontes do partido.
O adiamento expõe o desgaste do PP - que junto ao União Brasil forma a União Progressista, maior federação do Congresso - com o avanço das investigações do caso Master. Segundo a PF, Ciro Nogueira recebia mesada de R$ 300 mil por mês e outras vantagens indevidas de Daniel Vorcaro. A defesa nega.
O presidente nacional do PP chegou a avaliar mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo e tentar a vice de Tarcísio, mas as tratativas não prosperaram. O apoio ao governador, contudo, é certo.
No plano nacional, a sigla é muito cobiçada pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), e a deputada federal Simone Marchetto (PP-SP) é cotada para integrar a chapa. Nos bastidores, a operação da PF contra Ciro Nogueira tirou força do PP nessa negociação, sobretudo porque o senador quer usar o discurso de combate à corrupção para enfrentar nas urnas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).









