Política

PL vai cobrar reação institucional de Lira e Pacheco após operação da PF contra Jordy

Deputado, que foi alvo de mandado de busca e apreensão na semana passada, seguirá na liderança da oposição em 2024

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Márcia Lorenzatto, Nathalia Fruet
24/01/2024, 23:47 • Atualizado em 24/01/2024, 23:47
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PL vai cobrar reação institucional de Lira e Pacheco após operação da PF contra Jordy

Parlamentares da oposição querem que os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, apoiem uma reação institucional do Congresso Nacional a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que atingem integrantes do Legislativo.

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A pressão por parte da oposição aumentou depois da operação da Polícia Federal (PF), na última semana, que teve como alvo o deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Deputados e senadores, liderados pelos parlamentares do Partido Libera (PL), interromperam o recesso e passaram esta quarta-feira (24) em reunião no Congresso definindo ações que servirão de resposta ao STF.

Após o encontro, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que é um dos vice-presidentes da Câmara, disse que quer se reunir com Lira e Pacheco já na semana que vem. Segundo o parlamentar, a ideia é mostrar para os presidentes das duas casas que a interferência que agora atinge o grupo conservador é anterior ao atual governo e que o próprio Lula teria sido alvo da suposta intromissão do STF.

“O Supremo impediu o Lula de ser ministro da Dilma, começou ali a interferência indevida” destacou o Cavalcante ao SBT News.

Sóstenes Cavalcante também ponderou que se Pacheco e Lira não sinalizarem apoio à reivindicação, os parlamentares irão organizar atos como bloco de oposição. No entanto, o grupo quer antes fazer o apelo aos presidentes das duas casas e sustentam que essa interferência também atinge os deputados e senadores aliados ao ao governo, apesar do alinhamento que existe, atualmente, na opinião dos parlamentares, entre o presidente Lula e ministros do STF.

O primeiro ato de reação da oposição foi manter o deputado Carlos Jordy na liderança da oposição, vaga que seria ocupada pelo deputado Filipe Barros (PL-PR). Para demonstrar apoio ao parlamentar, que foi alvo da PF, os deputados quebraram acordo sobre o rodízio no cargo e mantiveram Jordy na função. Com isso, além do espaço para se manifestar sobre a tramitação de projetos, o deputado conta com uma estrutura maior à disposição dele, com assessores e estrutura partidária para desempenhar a liderança.

Enquanto os deputados discutiam a reação do Congresso, senadores tiveram, na tarde desta quarta-feira (24), audiência com o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, sobre o inquérito que trata dos ataques às sedes dos Três Poderes.

Participaram da reunião os senadores Hamilton Mourão (Repuplicanos-RS), Izalci Lucas (PSDB-DF), Márcio Bittar (União Brasil-AC) e Rogério Marinho (PL-RN). No fim do encontro, Marinho disse que eles fizeram um apelo para que o ministro Alexandre de Moraes deixe de ser o responsável pelo inquérito e pelas ações penais que buscam a punição para quem participou dos atos antidemocráticos. “Nós acreditamos que ele (Moraes) deveria abrir mão do processo, até para que não haja no futuro nulidade quanto a esses processos.”

Também nesta quarta-feira (24), agentes da PF realizaram mais uma etapa da operação Lesa Pátria. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, na grande São Paulo. Os alvos foram dois empresários e sedes de transportadoras. Eles são investigados por financiarem os ônibus que trouxeram golpistas para Brasília em 8 de janeiro. Conforme os investigadores, a operação desta quarta é continuação daquela realizada na semana passada e que teve como alvo Carlos Jordy.

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