Paulo Gonet diz que proposta de Paulo Henrique Costa agrega pouco à investigação e não indica ressarcimento aos cofres públicos
Cézar Feitoza
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB | Divulgação/Rafael Lavenère/BRB
A PGR (Procuradoria-Geral da República) negou nesta quinta-feira (25) a proposta de delação premiada do ex-chefe do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa.
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a proposta de Costa é pouco útil à investigação.
“Sob essa perspectiva geral, a proposta analisada apresenta reduzida utilidade e débil eficácia potencial para os fins a que deveria servir. Os tópicos eleitos pelo proponente, ainda que trazidos de forma superficial (dada a ausência de termo de confidencialidade), já permitem a conclusão sobre a ausência de ineditismo, na sua parte mais expressiva”, diz Gonet.
Paulo Henrique Costa sequer assinou o termo de confidencialidade com a Polícia Federal e PGR. Decidiu apresentar uma proposta de colaboração antes dessa fase.
Os eventos narrados por Costa, porém, não trazem novidades relevantes nem sinalizam caminhos para o ressarcimento dos recursos.
“Essas são as razões de exposição necessária e suficiente para a recusa da proposta de acordo, guardados os limites de conteúdo indispensáveis para obviar prejuízo às investigações.”
Em nota, o advogado Davi Tangerino, que representa Costa, diz que a defesa recebeu com surpresa a rejeição da PGR.
"Paulo nunca foi ouvido: nem no inquérito (salvo por uma acareação sem interrogatório prévio), nem pela PGR, como conviria em caso de candidato à colaboração; nem solto, nem depois de preso. Assim, não se pode compreender a afirmação de que não admitiria responsabilidade nos fatos em apuração. Tão logo tenha acesso aos fundamentos da rejeição, a defesa poderá se manifestar com maior clareza", afirma Tangerino.
PGR recusa delação de ex-chefe do BRBPaulo Gonet diz que proposta de Paulo Henrique Costa agrega pouco à investigação e não indica ressarcimento aos cofres públicosPolítica2026-06-25T22:02:43.346ZA PGR (Procuradoria-Geral da República) negou nesta quinta-feira (25) a proposta de delação premiada do ex-chefe do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a proposta de Costa é pouco útil à investigação. “Sob essa perspectiva geral, a proposta analisada apresenta reduzida utilidade e débil eficácia potencial para os fins a que deveria servir. Os tópicos eleitos pelo proponente, ainda que trazidos de forma superficial (dada a ausência de termo de confidencialidade), já permitem a conclusão sobre a ausência de ineditismo, na sua parte mais expressiva”, diz Gonet. Paulo Henrique Costa sequer assinou o termo de confidencialidade com a Polícia Federal e PGR. Decidiu apresentar uma proposta de colaboração antes dessa fase. Os eventos narrados por Costa, porém, não trazem novidades relevantes nem sinalizam caminhos para o ressarcimento dos recursos. “Essas são as razões de exposição necessária e suficiente para a recusa da proposta de acordo, guardados os limites de conteúdo indispensáveis para obviar prejuízo às investigações.” Em nota, o advogado Davi Tangerino, que representa Costa, diz que a defesa recebeu com surpresa a rejeição da PGR. "Paulo nunca foi ouvido: nem no inquérito (salvo por uma acareação sem interrogatório prévio), nem pela PGR, como conviria em caso de candidato à colaboração; nem solto, nem depois de preso. Assim, não se pode compreender a afirmação de que não admitiria responsabilidade nos fatos em apuração. Tão logo tenha acesso aos fundamentos da rejeição, a defesa poderá se manifestar com maior clareza", afirma Tangerino.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pgr-recusa-delacao-de-ex-chefe-do-brb
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