Política

PF colhe depoimentos de empresário investigado por suspeita de fraudes no INSS e avança em delação premiada

Maurício Camisotti, preso em setembro na operação Sem Desconto, foi levado à Superintendência da PF em SP para facilitar tratativas com investigadores

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Empresário Maurício Camisotti foi preso em operação da PF que investiga suspeita de fraudes em descontos associativos irregulares | Reprodução/Redes sociais
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O empresário Maurício Camisotti, investigado por participação em um esquema bilionário de descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS, foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

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A PF avançou nos últimos dias nas tratativas para um acordo de delação premiada e já colhe depoimentos. Camisotti estava preso na Penitenciária II de Guarulhos. A mudança de local de custódia ocorreu para facilitar as negociações da colaboração.

No novo local, o contato com investigadores é mais direto, o que permite dar mais celeridade ao acordo. Segundo pessoas com acesso ao caso, Camisotti deve concluir em breve os anexos de sua colaboração.

Camisotti foi preso em setembro do ano passado durante a operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal para apurar fraudes envolvendo benefícios previdenciários.

Na mesma ação, foi detido o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como um dos facilitadores do esquema.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam itens de alto valor, como obras de arte, uma arma e veículos de luxo.

As investigações apontam que o esquema de fraudes no INSS funcionou entre 2019 e 2024 e pode ter causado um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.

Segundo a Polícia Federal, a estrutura operava em três frentes: a criação de associações de fachada, o pagamento de propina a servidores para obtenção de dados de beneficiários e o uso de assinaturas falsificadas para autorizar descontos diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.

Segundo a investigação, Camisotti tem vínculos com a Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), a União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Unsbras) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap). Juntas, essas entidades teriam movimentado cerca de R$ 1 bilhão.

O SBT procurou a defesa de Maurício Camisotti, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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