PF adia parte dos depoimentos sobre suposta fraude no Banco Master
A pedido do Supremo, Polícia Federal investiga esquema financeiro envolvendo instituição de Daniel Vorcaro e o BRB

SBT News
A Polícia Federal (PF) adiou, nesta segunda-feira (26), dois depoimentos de investigados no caso do Banco Master. A informação foi confirmada pelo repórter do SBT News, Marcos Santos.
Ao longo desta semana, a PF deve ouvir ao menos oito pessoas envolvidas na investigação de uma suposta fraude bancária. Até o momento, não se sabe quais pessoas tiveram os depoimentos adiados, bem como as justificativas.
O SBT News entrou em contato com a PF e com o Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Dias Toffoli atua como relator do caso, em busca de posicionamentos sobre o adiamento, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
As oitivas desta semana foram autorizadas por Toffoli e envolvem oito investigados na Operação Compliance Zero, deflagrada em duas fases: 18 de novembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026. Os depoimentos serão colhidos na sede da Corte, em Brasília, por videoconferência ou de forma presencial.
O procedimento integra a investigação que apura detalhes da tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília). Esta frente de apuração chegou ao STF em dezembro do ano passado, quando o ministro decidiu que o caso deveria tramitar na Suprema Corte. Até então, o processo estava sob responsabilidade da Justiça Federal em Brasília.
Segundo a Polícia Federal, o Banco Master teria emitido Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessa de rendimentos de até 40% acima da taxa básica de mercado. Para os investigadores, o retorno oferecido era irreal, e o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.
A PF afirma haver indícios de que dirigentes do BRB participaram do esquema. Em março, o banco chegou a fechar um acordo para comprar o Master, mas o negócio foi barrado pelo Banco Central. O dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro do ano passado no âmbito da Operação Compliance Zero, mas foi solto dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).









