Política

PF abre processo interno contra Eduardo Bolsonaro por faltas

Ex-deputado mora nos Estados Unidos e foi convocado a reassumir o cargo de escrivão, que ocupa na corporação, no início de janeiro

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Eduardo Bolsonaro | Reprodução/SBT News

A Corregedoria da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro abriu um processo administrativo disciplinar sumário para apurar a ausência de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao cargo de escrivão, que ele ocupa na corporação. O procedimento analisa se houve faltas injustificadas que possam caracterizar abandono do cargo.

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Eduardo Bolsonaro teve o mandato de deputado federal cassado último em 18 de dezembro por não ter comparecido às sessões deliberativas da Câmara. Ele decidiu viver nos Estados Unidos, algo imcompatível com o exercício parlamentar.

A abertura do processo na Corregedoria da PF pode levar à demissão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso a infração administrativa seja confirmada. A informação foi divulgada inicialmente pelo G1 e confirmada pelo SBT News.

A medida foi formalizada por meio de uma portaria, publicada na terça-feira (27), que institui uma comissão responsável pela apuração do caso. Por se tratar de um processo sumário, a análise ocorre em prazo mais curto do que o adotado em procedimentos disciplinares comuns.

Eduardo teria deixado de comparecer ao trabalho por mais de 30 dias consecutivos, sem apresentar justificativa, após a perda do mandato parlamentar.

Com o encerramento do mandato na Câmara, a Polícia Federal também deu fim ao afastamento funcional que permitia a Eduardo Bolsonaro exercer o cargo eletivo.

Em ato administrativo publicado em 2 de janeiro, a corporação determinou a convocação do servidor para o retorno imediato às atividades na Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e registrou que a ausência injustificada poderia resultar na adoção de medidas administrativas e disciplinares.

Apesar da convocação, o retorno não aconteceu. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, onde mora desde o início de 2025. Em janeiro, ele afirmou que não poderia voltar ao Brasil por se considerar alvo de perseguição política e policial.

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