Política

Pedro Campos critica Raquel Lyra e diz que Lula terá palanque forte em Pernambuco

Para deputado, enfrentamento ao bolsonarismo pacificou a disputa entre PT e PSB no estado, o que uniu Marília Arraes e os irmãos Campos pela reeleição de Lula

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06/04/2026, 09:25 • Atualizado em 06/04/2026, 09:25
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Vice-líder do governo na Câmara, o deputado Pedro Campos (PSB-PE), criticou, em entrevista ao SBT News, a postura da governadora Raquel Lyra de, segundo ele, ficar longe das discussões nacionais e ainda não ter declarado quem irá apoiar à presidência da República neste ano. Campos disse não acreditar que Raquel declare apoio a Lula e avaliou que a governadora deve repetir o tom de neutralidade do segundo turno das eleições de 2022.

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“Precisava mais o que, ter um adversário pior que Bolsonaro para ela dizer que votava em Lula? Ou ter um presidente melhor para Pernambuco do que Lula foi nestes últimos 4 anos? Garantindo que as principais obras que acontecessem no estado sejam obras do governo federal”, afirmou Pedro Campos, durante participação no programa Sala de Imprensa, deste domingo (5).

“Ela não vai fazer isso porque parte das pessoas que fazem parte do governo dela, que são eleitores dela, são na verdade da direita, do PL, do bolsonarismo”, provocou.

Com o lançamento da candidatura de Ronaldo Caiado, opositor de Lula, à presidência da República pelo PSD, partido de Raquel, ficou mais difícil para a governadora não assumir oposição ao presidente. Para Campos, reconhecer um lado na disputa reafirma a importância do estado.

“Pernambuco não é uma ilha. E pra gente querer o melhor para Pernambuco tem que querer o melhor para o Brasil e a gente não pode se esconder das lutas nacionais. Pernambuco nunca se escondeu das lutas nacionais”, disse o parlamentar.

A política em Pernambuco, há décadas, passa pelo arranjo e disputas das famílias Campos, Arraes e Lyra. João Lyra Neto, pai de Raquel, foi vice do ex-governador Eduardo Campos, pai de Pedro e de João Campos, que deixou a prefeitura do Recife para se candidatar ao governo do estado.

“Independente da postura dela (Raquel Lyra), Lula tem palanque forte em Pernambuco liderado por João (Campos), e dois senadores que vão ajudar o presidente Lula a governar. E Lula tem uma história com o povo pernambucano que não precisa de cabo eleitoral para pedir voto em Pernambuco. Ele nasceu em Pernambuco, fez muito por Pernambuco”, disse.

Os dois candidatos ao Senado do campo progressista são Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PT), que é prima dos irmãos Campos. Eles são herdeiros políticos de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco por três vezes. Nas eleições de 2024, Marília e João protagonizaram uma dura disputa pela prefeitura do Recife. Para Pedro, o enfrentamento ao bolsonarismo pacificou as relações entre PT e PSB no estado, e também entre os primos.

“Acho que essa disputa contra o bolsonarismo acabou dividindo parte do Brasil, mas unindo outra parte, porque as diferenças que nós temos com Marília, com o PT, com o PSOL, e com outros partidos do campo progressista ficaram muito pequenas em relação às diferenças que nós temos com a extrema direita que surgiu no Brasil. Isso é fato e acabou nos unindo”, disse.

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