“O Brasil tem pouco preso”, avalia Flávio Bolsonaro
País tem uma população carcerária que deve chegar a 1 milhão de pessoas no ano que vem; candidato do PL, no entanto, propõe mais 500 mil vagas
Isabelle Saleme
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro | Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
Com uma população carcerária que pode chegar a 1 milhão de pessoas em 2027 caso se mantenha o ritmo de crescimento dos últimos anos, conforme os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, disse neste domingo (30) que o Brasil tem "pouco preso".
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“Tem pouco preso no Brasil. Tinha que ser mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então, por isso, nós vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios, pra que ladrão de celular, que comece com pena de no mínimo oito anos de cadeia, fique preso. Não apenas seja preso, mas fique preso”, disse o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o presidenciável, que participou de uma reunião, em São Paulo, com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, a abertura de vagas para detentos e o endurecimento da legislação penal fazem parte de um modelo a ser seguido no país para diminuir a criminalidade. O plano de governo do candidato do PL prevê a construção de cinco presídios de segurança máxima.
“É uma experiência que obviamente é possível que seja inspiradora pra nós aqui no Brasil. E como está no nosso plano de governo, a linha vai ser de endurecimento da legislação penal e construção de vagas em presídios para que a população tenha seu primeiro e mais soberano direito, que é o direito de e vir e o direito à sua segurança pública", disse Flávio.
O candidato do PL esteve na agenda ao lado do vice, Alfredo Gaspar (PL); dos dois candidatos ao Senado por São Paulo da chapa, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL); além do senador e candidato a governador do Paraná Sérgio Moro (PL).
Flávio esteve com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, em São Paulo | Charles Vieira/Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro
O governo de El Salvador vem atribuindo a redução da violência ao aumento dos poderes das forças de segurança, que receberam, por exemplo, autorização para prender suspeitos sem mandados. O país da América Central registrou, ainda, uma queda drástica no número de homicídios.
No entanto, a oposição relata possíveis abusos nesse modelo, que vem sendo elogiado pela direita no Brasil. Organizações de direitos humanos denunciam casos de tortura e mortes sob custódia em El Salvador.
“Foi uma reunião que nos inspira bastante para que possamos implementar um plano muito eficaz firme para defender os cidadãos, as vítimas, e não os bandidos como faz o atual governo”, atacou Flávio.
Segundo segundo o candidato, o dinheiro para as obras viria de investimentos possíveis a partir de um novo para economia, que envolve corte dos juros.
“A cada um ponto de taxa de juros a menos são mais de R$ 90 bilhões por ano que abrem no nosso orçamento. Então, vai ter dinheiro suficiente. Eu estimo, para abrir essas quase meio milhão de vagas em presídios, R$ 35 bilhões a R$ 40 bilhões em quatro anos. Isso é perfeitamente possível quando nós iniciarmos o nosso governo”, concluiu.
“O Brasil tem pouco preso”, avalia Flávio BolsonaroPaís tem uma população carcerária que deve chegar a 1 milhão de pessoas no ano que vem; candidato do PL, no entanto, propõe mais 500 mil vagas
Política2026-08-30T16:21:15.528ZCom uma população carcerária que pode chegar a 1 milhão de pessoas em 2027 caso se mantenha o ritmo de crescimento dos últimos anos, conforme os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, disse neste domingo (30) que o Brasil tem "pouco preso". 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. “Tem pouco preso no Brasil. Tinha que ser mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então, por isso, nós vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios, pra que ladrão de celular, que comece com pena de no mínimo oito anos de cadeia, fique preso. Não apenas seja preso, mas fique preso”, disse o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o presidenciável, que participou de uma reunião, em São Paulo, com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, a abertura de vagas para detentos e o endurecimento da legislação penal fazem parte de um modelo a ser seguido no país para diminuir a criminalidade. O plano de governo do candidato do PL prevê a construção de cinco presídios de segurança máxima. “É uma experiência que obviamente é possível que seja inspiradora pra nós aqui no Brasil. E como está no nosso plano de governo, a linha vai ser de endurecimento da legislação penal e construção de vagas em presídios para que a população tenha seu primeiro e mais soberano direito, que é o direito de e vir e o direito à sua segurança pública", disse Flávio. O candidato do PL esteve na agenda ao lado do vice, Alfredo Gaspar (PL); dos dois candidatos ao Senado por São Paulo da chapa, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL); além do senador e candidato a governador do Paraná Sérgio Moro (PL). O governo de El Salvador vem atribuindo a redução da violência ao aumento dos poderes das forças de segurança, que receberam, por exemplo, autorização para prender suspeitos sem mandados. O país da América Central registrou, ainda, uma queda drástica no número de homicídios. No entanto, a oposição relata possíveis abusos nesse modelo, que vem sendo elogiado pela direita no Brasil. Organizações de direitos humanos denunciam casos de tortura e mortes sob custódia em El Salvador. “Foi uma reunião que nos inspira bastante para que possamos implementar um plano muito eficaz firme para defender os cidadãos, as vítimas, e não os bandidos como faz o atual governo”, atacou Flávio. Segundo segundo o candidato, o dinheiro para as obras viria de investimentos possíveis a partir de um novo para economia, que envolve corte dos juros. “A cada um ponto de taxa de juros a menos são mais de R$ 90 bilhões por ano que abrem no nosso orçamento. Então, vai ter dinheiro suficiente. Eu estimo, para abrir essas quase meio milhão de vagas em presídios, R$ 35 bilhões a R$ 40 bilhões em quatro anos. Isso é perfeitamente possível quando nós iniciarmos o nosso governo”, concluiu.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/o-brasil-tem-pouco-preso-avalia-flavio-bolsonaro
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