Política

Nunes diz que Alexandre Silveira tenta dar jeitinho para ajudar Enel em São Paulo

Prefeito de São Paulo afirma que ministro de Minas e Energia não tem posição republicana sobre a concessionária

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Ricardo Nunes (MDB) em evento nesta sexta-feira (6) | Reprodução

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou a fala do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre buscar uma saída negociada para a Enel em São Paulo, caso a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decida pela caducidade da concessão da distribuidora.

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Segundo Ricardo Nunes, o ministro estaria “tentando burlar” o processo.

"Todos os órgãos de imprensa estavam presentes quando ele, ao lado do Tarcísio [de Freitas, governador] e ao meu lado, comunicou que ia iniciar o processo de caducidade, e agora ele está tentando dar um jeito. Não tem jeitinho, a gente tem que entender que tem que acabar com o negócio do jeitinho. A gente está vendo o negócio do escândalo do banco Master, escândalo do INSS, precisa acabar com o jeitinho”, afirmou.

A fala do ministro de Minas e Energia, alvo de críticas de Nunes, foi feita na quarta-feira (8) em evento no Rio de Janeiro. Silveira não deu detalhes sobre como se daria o que chamou de “saída negociada” da Enel, mas afirmou que pretende conversar com executivos da empresa na matriz italiana.

Ainda durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (9) em São Paulo, Nunes afirmou que uma empresa que não presta serviço adequado tem de ter o contrato encerrado.

“A gente vê o ministro lá [Alexandre Silveira] tentando burlar o processo e agora dá uma declaração de que vai tentar uma conciliação. Com quem não presta um bom serviço não tem conciliação. A gente sempre tem que ter posições republicanas e, ao que parece, não está havendo por parte do ministro de Minas e Energia”, concluiu.

Na terça-feira (7), a diretoria colegiada da Aneel decidiu, de forma unânime, pela abertura de um processo de caducidade do contrato da Enel após constatar "falhas estruturais" na prestação dos serviços que podem levar à aplicação da penalidade mais grave prevista para uma concessionária de energia elétrica.

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