Política

Lula diz que falta de regulação das redes favorece a violência contra mulheres

Presidente criticou acesso livre de jovens às mídias sociais e disse ser preciso educar melhor as crianças brasileiras

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Ricardo Stcukert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (9) que o Brasil vive um desafio muito sério de educar os jovens para combater a cultura de violência contra as mulheres. O petista criticou a quantidade de informações que chegam às pessoas nas redes sociais e lamentou que a maioria delas seja prejudicial.

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Segundo Lula, a “meninada sabe de tudo mais cedo” atualmente e têm mais facilidade de pegar as coisas ruins para assistir.

“Essa facilidade de comunicação sem nenhum controle por parte das plataformas digitais é um incentivo à violência. [...] Facilita muito as coisas”, declarou o presidente durante a assinatura de três leis de proteção às mulheres no Palácio do Planalto.

Lula afirmou que esse processo de conscientização passa pela educação das crianças desde a pré-infância. Ele destacou a importância dos pais nesse processo, mas declarou que o problema não será resolvido no curto prazo sem que as plataformas digitais sejam obrigadas a regular o acesso para os mais jovens.

“Eu estou convencido que se a gente não levar essa questão de preconceito e violência na perspectiva de criar um novo ser humano – na educação, nos meios de comunicação e nas redes digitais – a gente não resolve esse problema no curto prazo”, afirmou.

Ao lado da primeira-dama Janja da Silva, Lula declarou que a violência contra a mulher é uma “questão milenar” que precisa ser corrigida a partir de ações do governo e de projetos de lei no Congresso. Ele agradeceu às parlamentares presentes na cerimônia e reforçou a posição do governo de apoio às minorias.

Leis Sancionadas

Entre as leis sancionadas por Lula estão uma que obriga o uso de tornozeleira eletrônica por agressores com medidas de restrição. Com isso, a vítima e a polícia recebem um alerta caso o agressor rompa o perímetro de segurança.

A lei também permite a delegados de polícia determinar o uso da tornozeleira em locais sem um juiz disponível de imediato, além de aumentar o percentual do Fundo Nacional de Segurança Pública para ações de enfrentamento à violência contra a mulher. O projeto é de autoria da deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) e do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ).

Lula sancionou ainda um projeto que cria o crime de vicaridício, quando o agressor mira os filhos da mulher com o objetivo de atingi-la. A tipificação foi incluída dentro da Lei Maria da Penha e também é de coautoria de Melchionna.

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