Nikolas critica esquerda por menor em "colônia de férias"
Deputado do PL chama aprovação na CCJ de "vitória histórica" e diz que pretende pressionar a Câmara para acelerar a tramitação da proposta


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, em entrevista ao SBT News nesta quarta-feira (10), que a aprovação da proposta de redução da maioridade penal na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) representa uma "vitória histórica para o povo brasileiro". Segundo ele, a medida responde ao aumento de crimes graves praticados por adolescentes e deve avançar rapidamente na Câmara dos Deputados.
Ao defender a proposta, o parlamentar criticou a posição da esquerda sobre o tema. "A esquerda foi contrária a reduzir a maioridade penal, ou seja, menino que mata, rouba e estupra aqui no Brasil, eles querem que esse menino fique no sistema socioeducativo, em uma colônia de férias", declarou.
Nikolas argumentou que a legislação atual permite que menores envolvidos em crimes graves não recebam punições proporcionais. Para ele, adolescentes que já podem participar de determinadas decisões da vida civil também devem responder por seus atos. "Se eles podem votar e casar, com o consentimento dos pais, podem ser responsáveis pelos seus atos", disse.
O deputado também comentou as alterações feitas no texto da proposta durante sua tramitação na CCJ, classificando-as como necessárias. Segundo ele, o próximo passo será a criação de uma comissão especial para aprofundar o debate.
"O presidente da CCJ deixou claro que, assim como ocorreu com outras pautas aprovadas na comissão, será criada uma comissão especial para discutir esse tema. Essa discussão não começou este ano, ela está aqui desde 2003, mas a esquerda tenta impedir", insistiu.
De acordo com Nikolas, parlamentares favoráveis à redução da maioridade penal pretendem atuar junto ao presidente da Câmara, Hugo Motta, para acelerar a tramitação da matéria. "Acabou de ser aprovado na CCJ. Agora o presidente da comissão vai falar com o Hugo Motta e vamos ficar em cima para que isso seja feito o mais rápido possível, porque essa não é uma demanda minha, é do povo brasileiro", declarou.
O parlamentar disse ainda esperar que a proposta avance antes do recesso legislativo. "No Brasil, para sacanagem e corrupção, é muito rápido, mas para coisas boas que podem mudar uma parte da realidade da segurança pública do nosso país, não é e não tenho dúvidas de que precisa ter a velocidade que a situação exige", concluiu.














