Política

"Não é privilégio, nem aumento", diz Gleisi sobre decreto de Lula que beneficia Janja

Presidente assinou decreto que amplia o acesso da primeira-dama aos serviços da Presidência; oposição defende ser gasto de dinheiro público

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Basília Rodrigues , Gabriela Vieira
13/10/2025, 20:56 • Atualizado em 13/10/2025, 22:27
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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), disse nesta segunda-feira (13) que decreto que amplia o acesso da primeira-dama, Janja Lula da Silva, aos serviços do Gabinete Pessoal do presidente da República, "não é privilégio, nem aumento".

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"Primeiro que não é privilégio, segundo que não é um aumento, o decreto só está reproduzindo o que já tinha em um parecer da AGU, que a primeira-dama, por ser a companheira do presidente, tem um papel político de representação, tem que ter condições para exercer esse papel", disse.

Durante a entrevista ao SBT News, a ministra afirmou que ela não está contratando ninguém novo, nem gerando gasto para o governo. "Ela vai usar a equipe que já tem aqui", acrescentou.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um decreto que estabelece alterações na estrutura administrativa da Presidência da República. Com o documento, a atuação de Janja ganha respaldo legal e estrutura formal dentro do governo, algo que não estava previsto de maneira direta até o momento.

Em resposta, a oposição protocolou um projeto de lei para derrubar o decreto assinado por Lula. O deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), autor de uma das propostas, disse que a medida "cria uma estrutura financiada com dinheiro público para 'atender' a primeira-dama que não tem cargo público, não foi eleita e só sabe gastar o dinheiro dos brasileiros".

"O decreto é imoral e irregular, feito apenas para promover a imagem de Janja e fortalecer o marketing do governo, e não para servir ao povo. É pra isso que o governo tenta criar um imposto novo a cada dia?", questionou o parlamentar no X (ex-Twitter).

No entanto, o governo sustentou que o decreto de Lula apenas consolida as normas relativas à atuação da primeira-dama no "exercício das atividades de interesse público".

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