Motta diz que reunião com Haddad sobre IOF foi “colaborativa”, mas evita falar sobre alternativas
Presidente da Câmara declara que não existe interesse do Legislativo de “usurpar” o papel do Executivo na questão
J
Jessica Cardoso
09/07/2025, 22:32 • Atualizado em 09/07/2025, 22:51
compartilhar
Presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) | Divulgação/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicano-PB), afirmou nesta quarta-feira (9) que a reunião com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffman (Relações Institucionais) para discutir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi “tranquila” e “colaborativa”.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O encontro na noite de terça-feira (8), que também contou com a participação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi o primeiro realizado entre autoridades do Legislativo e do governo Lula (PT) após o Congresso Nacional derrubar os decretos presidenciais que aumentavam o IOF.
Segundo Motta, “é natural” que as conversas com o governo sejam feitas com “a máxima maturidade” para que Executivo e Legislativo encontrem um entendimento até a audiência no STF.
O deputado, no entanto, evitou detalhar quais medidas estão sendo avaliadas porque, segundo ele, essas definições ainda dependem de conversas ao longo da semana com a equipe econômica, o Senado e os líderes partidários.
Motta afirmou que o Congresso tem buscado soluções para as contas públicas de 2025 e 2026 sem aumentar a alíquota. Segundo o deputado, essa é a prioridade tanto da Câmara quanto do Senado.
“As saídas e as medidas são muitas. Temos uma medida provisória que traz novos modelos de captação de uma série de setores como bancos, bets, fintechs e títulos isentos. É uma discussão que a Câmara e o Senado farão com muita responsabilidade porque temos sempre o interesse de promover justiça tributária, como vamos fazer na questão do imposto de renda até R$ 5 mil. Queremos é poder levar adiante essa medida, que, na nossa avaliação, é positiva e foi trazida pelo governo”, afirmou.
Motta também disse que, embora o Congresso colabore e sugira medidas, cabe ao Executivo apresentar propostas para resolver o problema fiscal. “Não há, por parte do Legislativo, interesse em usurpar o papel que cabe ao Poder Executivo, que deve propor, através do ministro da Fazenda e sua equipe, as saídas para essa situação”, declarou.
Motta diz que reunião com Haddad sobre IOF foi “colaborativa”, mas evita falar sobre alternativasPresidente da Câmara declara que não existe interesse do Legislativo de “usurpar” o papel do Executivo na questãoPolítica2025-07-09T22:32:33.278ZO presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicano-PB), afirmou nesta quarta-feira (9) que a reunião com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffman (Relações Institucionais) para discutir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi “tranquila” e “colaborativa”. O , que também contou com a participação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi o primeiro realizado entre autoridades do Legislativo e do governo Lula (PT) após o Congresso Nacional derrubar os decretos presidenciais que aumentavam o IOF. A derrubada criou uma crise entre os dois Poderes e levou o após o PL, o PSOL e a Advocacia-Geral da União (AGU) judicializarem o caso. Segundo Motta, “é natural” que as conversas com o governo sejam feitas com “a máxima maturidade” para que Executivo e Legislativo encontrem um entendimento até a audiência no STF. O deputado, no entanto, evitou detalhar quais medidas estão sendo avaliadas porque, segundo ele, essas definições ainda dependem de conversas ao longo da semana com a equipe econômica, o Senado e os líderes partidários. Motta afirmou que o Congresso tem buscado soluções para as contas públicas de 2025 e 2026 sem aumentar a alíquota. Segundo o deputado, essa é a prioridade tanto da Câmara quanto do Senado. “As saídas e as medidas são muitas. Temos uma medida provisória que traz novos modelos de captação de uma série de setores como bancos, bets, fintechs e títulos isentos. É uma discussão que a Câmara e o Senado farão com muita responsabilidade porque temos sempre o interesse de promover justiça tributária, como vamos fazer na questão do imposto de renda até R$ 5 mil. Queremos é poder levar adiante essa medida, que, na nossa avaliação, é positiva e foi trazida pelo governo”, afirmou. Motta também disse que, embora o Congresso colabore e sugira medidas, cabe ao Executivo apresentar propostas para resolver o problema fiscal. “Não há, por parte do Legislativo, interesse em usurpar o papel que cabe ao Poder Executivo, que deve propor, através do ministro da Fazenda e sua equipe, as saídas para essa situação”, declarou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/motta-diz-que-reuniao-com-haddad-sobre-iof-foi-colaborativa-mas-evita-falar-sobre-alternativas