Político estava internado no DF Star, em Brasília, e lutava havia anos contra um câncer no pâncreas; velório e cremação serão realizados em cerimônia restrita
SBT News
Morreu, na noite deste domingo (18), aos 73 anos, o ex-ministro Raul Jungmann. Ele estava internado no DF Star, em Brasília, e lutava havia anos contra um câncer no pâncreas. A informação foi confirmada pelo SBT News.
Jungmann nasceu em 3 de abril de 1952, em Recife, e era filho de Ivanise Belens Moreira e de Sylvio Jungmann da Silva Pinto, jornalista e servidor público. Ele chegou a estudar psicologia na Universidade Católica de Pernambuco, mas abandonou o curso antes de se formar.
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Atualmente, Jungmann era diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), cargo que ocupava desde 2022, e teve papel importante no setor da mineração. Ao longo de sua trajetória, foi também presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBama), além de ter exercido múltiplos cargos políticos.
Jungmann ocupou quatro vezes o cargo de ministro. No governo Fernando Henrique Cardoso, foi ministro do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias e, na gestão de Michel Temer, atuou à frente do Ministério da Defesa. Em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil.
O político foi também deputado federal por Pernambuco em três mandatos. Entre 2003 e 2007, e depois entre 2007 e 2011, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); e entre 2015 e 20118, pelo PPS — antigo Partido Popular Socialista, que surgiu do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, em 2019, mudou seu nome para Cidadania.
Na Câmara, Jungmann destacou-se por seu papel na segurança pública. Ele liderou a Frente Parlamentar por um Brasil sem Armas e defendeu o Estatuto do Desarmamento em meio à campanha do referendo de 2005. Foi também presidente de comissões como a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (2008-2009).
Sua atuação na área de segurança pública, aliada a uma postura crítica em relação ao governo Dilma Rousseff, resultou em um convite de Michel Temer para assumir o Ministério da Defesa, em 2018. No período, foi responsável por coordenar o emprego das Forças Armadas na operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio de Janeiro.
Raul Jungmann deixa dois filhos e uma neta. Segundo o Ibram, atendendo a um pedido do ex-ministro, o velório e cremação serão realizados em cerimônia restrita a amigos e familiares, em Brasília.
Veja as manifestações sobre a morte de Jugmann:
O Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) emitiu nota sobre a morte, recebida com "imenso pesar". O instituto destacou o legado deixado por Jungmann para "a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo". Leia a nota na íntegra:
Com imenso pesar, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) comunica o falecimento de Raul Belens Jungmann Pinto, diretor-presidente da instituição, ocorrido em 18 de janeiro de 2026, em Brasília. Em atenção a um desejo de Raul Jungmann,
Pernambucano, Raul Jungmann dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano e um compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo.
Ao longo de sua trajetória, ocupou funções de grande relevância nacional, entre elas a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), três mandatos como deputado federal e quatro ministérios - Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública. Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, liderando uma importante agenda de transformação do setor mineral, pautada pelos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e pela defesa de uma mineração mais responsável e alinhada aos desafios do século XXI.
Sob sua liderança, o IBRAM fortaleceu seu protagonismo institucional e seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade, a inovação e o papel estratégico dos minerais na transição energética global.
Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira.
Para Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Raul Jungmann foi um homem público de estatura singular, defensor firme da democracia e profundamente comprometido com o Brasil e com o interesse público. Segundo ela, à frente da Diretoria Executiva do Instituto, Jungmann conduziu a entidade por um período decisivo, fortalecendo o IBRAM e beneficiando todo o setor mineral, período este marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade.
Seu legado constitui um marco na história do Brasil, do IBRAM e da indústria da mineração.
Neste momento de profunda tristeza, o IBRAM manifesta solidariedade à família, amigos e colegas de jornada, agradecendo por tudo que Raul Jungmann representou para o Brasil, ao setor mineral e ao Instituto.
***
O Lide (Grupo de Líderes Empresariais), organização em que Jungmann ocupou o cargo de head, lamentou a morte. A organização destacou o legado deixado pelo ex-ministro para a política, a economia e a sociedade brasileira. Leia a nota na íntegra:
Com profundo pesar, LIDE - Grupo de Líderes Empresariais lamenta o falecimento de Raul Jungmann, ex-ministro de Estado, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e head do LIDE Mineração.
Ao longo de sua trajetória, contribuiu para o fortalecimento e desenvolvimento estratégico do setor mineral brasileiro. Sua visão, capacidade de articulação e espírito público deixam um legado inestimável para a política, a economia e a sociedade brasileira.
Manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e a todos que conviveram com Raul Jungmann, reconhecendo seu legado e dedicação ao interesse público.
***
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu uma nota em nome da Suprema Corte e do Poder Judiciário brasileiro. Ele também destacou o papel de Jungmann para a democracia e descreveu o ex-ministro como "exemplo de homem público". Leia a nota na íntegra:
O Supremo Tribunal Federal, em nome do Poder Judiciário brasileiro, lamenta a morte do Ministro Raul Jungmann e apresenta sentimentos a todos os seus familiares, desejando muita força nesse difícil momento.
Raul Jungmann, um grande democrata, foi exemplo de homem público, que exerceu diversos cargos, sempre com competência, lealdade e eficiência, como presenciei durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, quando trabalhamos juntos na coordenação da inteligência e segurança do evento.
***
O ministro Dias Toffoli, do STF, lamentou a morte e, assim como Moraes, também destacou o papel de Jungmann para a democracia. Ele descreveu o ex-ministro como "uma presença firma na defesa da ordem constitucional". Leia a nota na íntegra:
Lamento profundamente a morte de Raul Jungmann. Em momentos decisivos da história, quando a democracia foi colocada à prova, ele atuou com coragem, clareza e senso de responsabilidade pública. Foi uma presença firme na defesa da ordem constitucional, das instituições e do Supremo Tribunal Federal nos períodos mais difíceis. O Brasil perde um homem público que não se escondeu quando a República mais precisou.
Meus sentimentos a seus familiares e a sua legião de amigos.
Morre, aos 73 anos, o ex-ministro Raul JungmannPolítico estava internado no DF Star, em Brasília, e lutava havia anos contra um câncer no pâncreas; velório e cremação serão realizados em cerimônia restritaPolítica2026-01-19T01:03:04.979ZMorreu, na noite deste domingo (18), aos 73 anos, o ex-ministro Raul Jungmann. Ele estava internado no DF Star, em Brasília, e lutava havia anos contra um câncer no pâncreas. A informação foi confirmada pelo SBT News. Jungmann nasceu em 3 de abril de 1952, em Recife, e era filho de Ivanise Belens Moreira e de Sylvio Jungmann da Silva Pinto, jornalista e servidor público. Ele chegou a estudar psicologia na Universidade Católica de Pernambuco, mas abandonou o curso antes de se formar. Atualmente, Jungmann era diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), cargo que ocupava desde 2022, e teve papel importante no setor da mineração. Ao longo de sua trajetória, foi também presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBama), além de ter exercido múltiplos cargos políticos. Jungmann ocupou quatro vezes o cargo de ministro. No governo Fernando Henrique Cardoso, foi ministro do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias e, na gestão de Michel Temer, atuou à frente do Ministério da Defesa. Em 2018, tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil. O político foi também deputado federal por Pernambuco em três mandatos. Entre 2003 e 2007, e depois entre 2007 e 2011, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); e entre 2015 e 20118, pelo PPS — antigo Partido Popular Socialista, que surgiu do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, em 2019, mudou seu nome para Cidadania. Na Câmara, Jungmann destacou-se por seu papel na segurança pública. Ele liderou a Frente Parlamentar por um Brasil sem Armas e defendeu o Estatuto do Desarmamento em meio à campanha do referendo de 2005. Foi também presidente de comissões como a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (2008-2009). Sua atuação na área de segurança pública, aliada a uma postura crítica em relação ao governo Dilma Rousseff, resultou em um convite de Michel Temer para assumir o Ministério da Defesa, em 2018. No período, foi responsável por coordenar o emprego das Forças Armadas na operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio de Janeiro. Raul Jungmann deixa dois filhos e uma neta. Segundo o Ibram, atendendo a um pedido do ex-ministro, o velório e cremação serão realizados em cerimônia restrita a amigos e familiares, em Brasília. Veja as manifestações sobre a morte de Jugmann: O Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) emitiu nota sobre a morte, recebida com "imenso pesar". O instituto destacou o legado deixado por Jungmann para "a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo". Leia a nota na íntegra: Com imenso pesar, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) comunica o falecimento de Raul Belens Jungmann Pinto, diretor-presidente da instituição, ocorrido em 18 de janeiro de 2026, em Brasília. Em atenção a um desejo de Raul Jungmann, Pernambucano, Raul Jungmann dedicou mais de cinco décadas à vida pública brasileira, atuando com integridade, espírito republicano e um compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo. Ao longo de sua trajetória, ocupou funções de grande relevância nacional, entre elas a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), três mandatos como deputado federal e quatro ministérios - Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública. Em 2022, assumiu a presidência do IBRAM, liderando uma importante agenda de transformação do setor mineral, pautada pelos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança) e pela defesa de uma mineração mais responsável e alinhada aos desafios do século XXI. Sob sua liderança, o IBRAM fortaleceu seu protagonismo institucional e seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade, a inovação e o papel estratégico dos minerais na transição energética global. Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira. Para Ana Sanches, presidente do Conselho Diretor do IBRAM, Raul Jungmann foi um homem público de estatura singular, defensor firme da democracia e profundamente comprometido com o Brasil e com o interesse público. Segundo ela, à frente da Diretoria Executiva do Instituto, Jungmann conduziu a entidade por um período decisivo, fortalecendo o IBRAM e beneficiando todo o setor mineral, período este marcado pelo diálogo, pela visão estratégica e pela integridade. Seu legado constitui um marco na história do Brasil, do IBRAM e da indústria da mineração. Neste momento de profunda tristeza, o IBRAM manifesta solidariedade à família, amigos e colegas de jornada, agradecendo por tudo que Raul Jungmann representou para o Brasil, ao setor mineral e ao Instituto. *** O Lide (Grupo de Líderes Empresariais), organização em que Jungmann ocupou o cargo de head, lamentou a morte. A organização destacou o legado deixado pelo ex-ministro para a política, a economia e a sociedade brasileira. Leia a nota na íntegra: Com profundo pesar, LIDE - Grupo de Líderes Empresariais lamenta o falecimento de Raul Jungmann, ex-ministro de Estado, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e head do LIDE Mineração. Ao longo de sua trajetória, contribuiu para o fortalecimento e desenvolvimento estratégico do setor mineral brasileiro. Sua visão, capacidade de articulação e espírito público deixam um legado inestimável para a política, a economia e a sociedade brasileira. Manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e a todos que conviveram com Raul Jungmann, reconhecendo seu legado e dedicação ao interesse público. *** O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu uma nota em nome da Suprema Corte e do Poder Judiciário brasileiro. Ele também destacou o papel de Jungmann para a democracia e descreveu o ex-ministro como "exemplo de homem público". Leia a nota na íntegra: O Supremo Tribunal Federal, em nome do Poder Judiciário brasileiro, lamenta a morte do Ministro Raul Jungmann e apresenta sentimentos a todos os seus familiares, desejando muita força nesse difícil momento. Raul Jungmann, um grande democrata, foi exemplo de homem público, que exerceu diversos cargos, sempre com competência, lealdade e eficiência, como presenciei durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, quando trabalhamos juntos na coordenação da inteligência e segurança do evento. *** O ministro Dias Toffoli, do STF, lamentou a morte e, assim como Moraes, também destacou o papel de Jungmann para a democracia. Ele descreveu o ex-ministro como "uma presença firma na defesa da ordem constitucional". Leia a nota na íntegra: Lamento profundamente a morte de Raul Jungmann. Em momentos decisivos da história, quando a democracia foi colocada à prova, ele atuou com coragem, clareza e senso de responsabilidade pública. Foi uma presença firme na defesa da ordem constitucional, das instituições e do Supremo Tribunal Federal nos períodos mais difíceis. O Brasil perde um homem público que não se escondeu quando a República mais precisou. Meus sentimentos a seus familiares e a sua legião de amigos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/morre-aos-73-anos-o-ex-ministro-raul-jungmann
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