Política

Mitidieri diz que abstenção pode decidir 2º turno

Reeleito em Sergipe, governador defendeu mobilização do eleitorado e renovação do discurso de Lula

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Fábio Mitidieri foi reeleito governador de Sergipe | Reprodução

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Reeleito governador de Sergipe com quase 60% dos votos válidos, Fábio Mitidieri (PSD) afirmou nesta segunda-feira (5) que terá atuação ativa no segundo turno da eleição presidencial para garantir a vitória e a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao programa Central de Notícias, do SBT News, o governador apontou a redução da abstenção como um dos principais desafios da campanha petista e defendeu uma renovação do discurso para aproximar o presidente das novas gerações.

Mitidieri destacou a parceria com o governo federal e lembrou que Lula obteve 62% dos votos válidos em Sergipe no primeiro turno. Para o segundo turno, porém, a meta é recuperar o desempenho de 2022, quando o petista chegou a 68% dos votos no estado.

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“O desafio é que a gente consiga entregar os mesmos 68%, ou até mais, nesse segundo turno ao presidente. Não dá para negar a importância de Lula para o povo nordestino e tudo que ele fez aqui. O presidente conta conosco e vai precisar ainda mais do apoio dos votos do Nordeste para ajudar a reverter o resultado no cenário nacional”, afirmou.

O governador também demonstrou preocupação com uma possível alta na abstenção no segundo turno, já que a disputa pelo governo estadual foi definida na primeira etapa e não haverá candidatos locais mobilizando o eleitorado.

“A abstenção no segundo turno tende a ser mais alta porque não há mais os candidatos proporcionais nas ruas mobilizando o eleitor. Então o desafio é maior. Nosso dever de casa é mostrar à população a importância de comparecer e votar, garantindo uma votação expressiva também em números absolutos”, avaliou.

Ao ser questionado sobre como a campanha nacional poderia aproveitar estratégias utilizadas em sua vitória em Sergipe, Mitidieri defendeu uma renovação na comunicação do PT, especialmente para alcançar o eleitorado jovem.

Questionado sobre a redução da vantagem de Lula no Nordeste em relação a 2022, Mitidieri rejeitou a avaliação de que os votos perdidos pelo petista tenham migrado diretamente para a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Segundo o governador, a queda foi influenciada pela fragmentação do eleitorado entre outras candidaturas no primeiro turno, como as dos governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema.

“Se você for ver os números do Nordeste, o presidente Lula venceu amplamente. Teve uma leve queda, mas essa queda não migrou para o Flávio; dividiu-se entre outros candidatos menores. No segundo turno a dinâmica muda: o eleitor passa a votar contra quem não quer que vença, e nós vamos buscar os votos daqueles que ficaram pelo caminho”, concluiu Mitidieri.

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