Política

Ministério das Mulheres lança campanha “Brasil sem Misoginia” para pressionar avanço de projeto no Congresso

Mobilização, em parceria com a plataforma Mulheres Inspiradoras, busca ampliar debate público e apoiar proposta que equipara misoginia a crime de preconceito

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O Ministério das Mulheres lançou, neste domingo (26), a mobilização nacional “Brasil sem Misoginia”, em parceria com a plataforma Mulheres Inspiradoras. A iniciativa busca ampliar o debate público sobre misoginia no país e fortalecer o apoio ao Projeto de Lei 896/2023, em tramitação na Câmara dos Deputados.

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O lançamento ocorreu em São Paulo, durante um encontro da Mulheres Inspiradoras realizado no Arnold South America, evento voltado à agenda contemporânea da saúde da mulher. A programação reuniu executivas, empresárias, especialistas e lideranças de diferentes setores.

A secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Estela Bezerra, participou do evento representando o ministério e destacou a importância da articulação entre poder público e sociedade civil no enfrentamento à violência de gênero.

A mobilização é lançada em um contexto de preocupação com o avanço da violência contra mulheres no Brasil e com o aumento de ataques misóginos, especialmente no ambiente digital. O PL 896/2023 propõe equiparar a misoginia ao crime de preconceito, com penas semelhantes às previstas para o racismo. O texto já foi aprovado por unanimidade no Senado Federal e aguarda análise da Câmara.

Dados recentes apontam que o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025. Especialistas indicam que a misoginia pode atuar como etapa inicial na escalada da violência, ao criar um ambiente de hostilidade, desqualificação e silenciamento de mulheres.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que enfrentar a misoginia é essencial para transformar a cultura que sustenta diferentes formas de violência. Já a fundadora da plataforma Mulheres Inspiradoras, Geovana Quadros, destacou que ataques e tentativas de silenciamento ainda são frequentemente naturalizados.

A campanha prevê mobilização nacional nas redes sociais, com participação de lideranças, influenciadores e cidadãos em apoio à iniciativa e à aprovação do projeto. Também busca ampliar o debate público sobre misoginia, especialmente no ambiente digital.

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