Política

Maioria dos senadores vai votar pelo fim da 6x1, diz Lula

Presidente avaliou que oposição quer "protelar" análise no plenário do Senado: "Depois das eleições, vão ter coragem de votar contra"

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Felipe Moraes
Presidente Lula (PT) em ato na Avenida Paulista, em 11 de outubro | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula (PT) em ato na Avenida Paulista, em 11 de outubro | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (12) acreditar que "a maioria" dos senadores "vão votar pelo fim da escala 6x1". "Pagar pra ver", disse o petista. "O cara pode não votar favorável, mas paga o preço de não votar favorável", continuou.

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O primeiro turno de votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) no plenário do Senado segue previsto para quarta (14), segundo programação anunciada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Duas sessões de discussão devem ocorrer antes, nesta terça (13) e no próprio dia 14.

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O mandatário sugeriu que "a oposição está tentando protelar para depois das eleições" e voltou a desafiar tanto seu adversário no segundo turno do pleito, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), quanto o partido dele, o PL, para que se manifestem sobre o assunto.

"Depois das eleições, vão ter coragem de votar contra. Quero saber se vão votar contra", provocou. "Quero que o PL mostre se vai votar a favor. E [que] o senhor Flávio, como senador, se posicione. Ele pode apertar o botão e dizer se vai votar sim ou não. Não tem trauma. É simples assim. Apenas coragem e determinação. Acho que o Senado vai aprovar", completou.

Falando a jornalistas após missa no Palácio da Alvorada alusiva ao dia de Nossa Senhora Aparecida, o presidente também disse confiar no avanço da PEC da segurança pública, que amplia o papel do governo federal no combate ao crime organizado. Emendas ao texto devem ser votadas na manhã desta quarta (14), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

"Otto [Alencar, presidente da CCJ] vai começar a discutir na quarta, às 9h. Na hora que for aprovada, nós vamos criar o ministério [da segurança pública] e vamos poder definir qual vai ser o papel da participação do governo federal em segurança pública. A gente vai discutir aperfeiçoar a Polícia Federal com mais inteligência, a Polícia Penal, a Polícia Rodoviária Federal", completou.

Lula ainda voltou a destacar o plano de transformar 138 presídios estaduais em prisões de segurança máxima e repetiu um lema anunciado na semana passada, após encontro com parlamentares de esquerda eleitos: "A gente vai poder dizer em alto e bom som: para o povo trabalhador, tranquilidade, paz e proteção. Para o território, a gente quer paz e proteção. E, agora, pros bandidos, a gente quer prisão".

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