Eleições

Lula: TSE está "extrapolando" e Kassio "não pode ter lado"

Presidente afirmou que Tribunal Superior Eleitoral "tem que mostrar qual a ilegalidade" supostamente cometida pelo canal "Exército do Lula", no WhatsApp

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Felipe Moraes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o Tribunal Superior Eleitoral nesta segunda-feira (12), após participar de missa no Palácio da Alvorada alusiva ao dia de Nossa Senhora Aparecida. O candidato à reeleição disse que o TSE está "extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha" e afirmou que o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, "não pode ter lado na política".

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O mandatário falou ainda não ter tomado conhecimento da determinação dada mais cedo por Nunes Marques, ordenando que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE faça uma análise técnica, com urgência, sobre as atividades do "Exército do Lula", canal digital criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) que já acumula mais de 3,7 milhões de seguidores no WhatsApp.

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"Acho que estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha", lamentou. "Não vou criar só o Exército do Lula, vou criar agora Exército, Marinha e Aeronáutica do Lula no WhatsApp. É a forma mais barata de a gente fazer campanha. Vamos continuar criando nossos exércitos e continuar fazendo campanha", avisou.

Em informação técnica encaminhada à Presidência do TSE, a assessoria especial afirmou não ter encontrado publicações com informações consideradas falsas. O órgão pontou, porém, indícios de mobilização coordenada para ampliar a circulação de conteúdos e organizar ações de apoiadores nas redes sociais.

Sem citar o nome de Nunes Marques, o petista reiterou que "pra ele achar que tem que cortar, tem que mostrar qual a ilegalidade que tem, onde é que estamos transgredindo a lei".

A campanha do principal oponente de Lula, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acionou o TSE justificando que o "Exército do Lula" tem espalhado conteúdos supostamente falsos contra o senador sobre cortes em programas sociais e direitos trabalhistas em um eventual governo do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O presidente da corte chegou a suspender o canal nesse domingo (11), mas poucas horas depois o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento provisório do grupo e encaminhou o caso para análise urgente do plenário do TSE.

"O que não pode é presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política. Lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, de procedimento. Todos têm que ter o mesmo direito diante da Justiça Eleitoral. Só isso que eu quero", completou.

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