Política

"Lula tem condições de ocupar o centro e isolar o bolsonarismo", avalia ministro do MDB

Renan Filho projeta novo mandato de Lula como opção mais equilibrada de transição do poder até 2030 e diz que MDB terá papel relevante na definição de rumos

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O ministro dos Transportes, Renan Filho, avaliou, em entrevista ao SBT News, que um novo mandato do governo Lula dará ao país uma transição mais equilibrada até 2030, quando, segundo ele, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto um candidato afinado com o ex-presidente Jair Bolsonaro não estarão em disputa.

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“Lula tem capacidade de vencer ocupando o centro político e pelos resultados econômicos, por ser uma transição mais equilibrada até 2030”, disse ao programa Sala de Imprensa.

Perguntado sobre a possibilidade do MDB ser vice de Lula, o ministro afirmou que acredita na manutenção da chapa com Geraldo Alckmin (PSB), mas que os emedebistas não deixarão de avaliar um convite do PT, se vier.

“Não tem que ser só MDB. Essa avaliação também tem que vir de lá pra cá. Mais ou menos, uma relação de casal, a vontade tem que ser recíproca. Mas o que acho é que o MDB é um partido que fará essa discussão porque é um partido que tem programa político, tem lideranças nacionais, tem respeito pela figura do presidente da República e pode ajudar a construir um projeto de país amplo que isole o bolsonarismo na extrema direita”, analisou.

O governador do Pará, Helder Barbalho, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o próprio Renan Filho aparecem como potenciais candidatos ao Planalto no futuro. “MDB tem bons nomes. Não tem escassez de quadros”, destacou Renan Filho.

O ministro comparou uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o segundo e atual mandato do governo Donald Trump, nos Estados Unidos.

“O governo Trump 2 é mais desencabulado que o primeiro. Tem mais coragem de fazer coisas do que o primeiro. O que significa um governo bolsonarista 2 desencabulado, começa por anistia, e vai até onde?”, indaga. “Vai até o controle da imprensa livre, vai até golpe, vai até a invasão do território vizinho. Vai até onde?“, avalia.

Para Renan Filho, a reação do Brasil contra o tarifaço de Trump aumentou a visibilidade positiva do governo e do país. Em outra provocação ao grupo de políticos bolsonaristas, Renan afirmou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro virou o “camisa 10 do time de Lula” porque expôs uma articulação da oposição que iria prejudicar Brasil.

“O Brasil deixou de ser um párea internacional e voltou a verbalizar a opinião de outros. Então, diferentemente do passado, na hora de enfrentar o tarifaço, talvez uma das principais vozes do mundo, foi o presidente Lula. Na extrema direita brasileira, eles são um oceano de conhecimento com um centímetro de profundidade”, afirmou.

Sobre o desempenho de Lula nas pesquisas eleitorais, Renan Filho observa que o presidente “nunca venceu no primeiro turno”, mas diz acreditar em vitória no segundo.

“Por que as pessoas não dão vitória agora em pesquisa? Porque o cidadão deseja mais, e ele está certo. E o governo deve entregar mais, deve se esforçar para entregar mais”, afirma.
“As pessoas vão entender. Não estou falando do (eleitor) raiz, mas o centro. O setor produtivo, o empresário, quem não quer o bonezinho do MAGA (Make America Great Again) na cabeça, nem acredita que vai enfrentar a violência fazendo arminha”, projeta. “Até arminha eles pararam de fazer porque ficou ridículo”, observa. “Essas pessoas são incoerentes. Não tem coerência no discurso e as pessoas percebem. O cidadão olha e sente quem mente, quem não tem experiência, quem fraqueja, quem tem trajetória de vida”, afirmou ao programa.

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