Política

Lula diz que governo não vai "sossegar” até conter alta do preço do diesel

Presidente culpou Donald Trump pela guerra no Irã e disse que trabalha com órgãos de fiscalização para evitar repasses do custo ao consumidor

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Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (31) que o governo federal atuará para impedir novos aumentos no preço do óleo diesel e declarou que a gestão não vai recuar até estabilizar os valores.

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“Nós só vamos sossegar quando o preço do óleo diesel não subir, porque a guerra é do Trump. A guerra não é do povo brasileiro e a gente não tem que ser vítima dessa guerra”, disse durante evento em São Paulo, referindo-se ao conflito no Oriente Médio que envolve Irã, Estados Unidos e Israel.

Lula também declarou que o governo tem mobilizado diferentes órgãos para conter repasses abusivos ao consumidor final, especialmente diante da cadeia de distribuição.

O presidente criticou ainda a venda de ativos no setor de distribuição de combustíveis durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que resultou na privatização da BR Distribuidora (atual Vibra Energia). Segundo ele, a perda desse controle dificulta que reduções de preços nas refinarias sejam efetivamente repassadas ao consumidor final.

“Aqui no Brasil, tomamos todas as medidas possíveis para evitar que aumente o óleo diesel. Todas as medidas, mas, no governo passado, eles venderam a distribuidora. Então quando a gente não sobe o preço, mesmo que a Petrobras baixe, ele não chega na ponta. Estamos jogando com quem a gente puder, com a Polícia Federal, o Ministério Público, com tudo que é orgão de fiscalização”, afirmou.

As declarações ocorrem no momento em que o governo prepara uma medida provisória para enfrentar a alta do diesel. A proposta, que deve ser publicada nesta terça (31), prevê um subsídio que pode chegar a R$ 1,20 por litro de diesel importado, com custo dividido entre União e estados e impacto estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão por mês.

A iniciativa surge após o Executivo zerar tributos federais sobre a importação do combustível. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o governo se aproxima do apoio unânime dos estados para a medida de mitigação.

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