Governo Lula e parlamentares condenam sanção dos EUA a Moraes e manifestam solidariedade ao ministro
Administração de Donald Trump acusa o magistrado de violar direitos humanos e atuar politicamente contra Jair Bolsonaro
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Jessica Cardoso
Integrantes do governo Lula (PT) e parlamentares condenaram nesta quarta-feira (30) adecisão dos Estados Unidos de impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles manifestaram solidariedade ao magistrado e classificaram a ação como um ataque à soberania do país.
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Em nota, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a sanção, aplicada com base na Lei Magnitsky, é arbitrária e injustificável.
Segundo ele, a iniciativa do governo de Donald Trump compromete a integridade do exercício das funções constitucionais da magistratura nacional e afronta diretamente a independência das instituições brasileiras.
“O Brasil não se curvará a pressões ilegítimas que tentam macular a honra e diminuir a grandeza de nossa nação soberana”, disse.
Messias declarou ainda que o Estado brasileiro tomará todas as medidas adequadas para proteger sua soberania e a autonomia do Poder Judiciário, “de forma ponderada e consciente, nos fóruns e momentos adequados”.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, chamou a sanção de “ato violento e arrogante” e disse que o governo Lula expressa “repúdio total” à medida em uma publicação no X.
A nova sanção do governo Trump ao ministro Alexandre de Moraes é um ato violento e arrogante. Mais um capítulo da traição da família Bolsonaro ao país. Nenhuma Nação pode se intrometer no Poder Judiciário de outra. Solidariedade ao ministro e ao STF. Repúdio total do governo Lula…
Parlamentares da base aliada também repudiaram a decisão. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, afirmou que o caso “não é um ataque a um ministro” e sim um “ataque ao Brasil”.
GRAVÍSSIMO! EUA sancionam Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky. Hoje, somos todos Alexandre de Moraes, pq não é um ataque a um ministro, é um ataque ao Brasil, à nossa soberania! pic.twitter.com/ENGCTbNIJD
O primeiro vice-líder do governo, deputado Alencar Santana (PT-SP), classificou a sanção como um reflexo da decadência dos EUA e de seu isolamento internacional.
"Ao insistir em decisões autoritárias unilaterais, baseadas em relações pessoais de Trump que não têm qualquer relação com os interesses do país, o atual governo dos Estados Unidos corrói ainda mais a combalida imagem do país como referência de democracia, que já foi, e pavimenta o caminho para se tornar uma tirania autocrática", disse em publicação no X.
1. As sanções do governo Donald Trump contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, são mais um ato da longa e profunda decadência dos Estados Unidos no século XXI. 2. O país perdeu liderança internacional, produtividade industrial e competitividade tecnológica no cenário… pic.twitter.com/cQ6Kk28mv1
— Dep. Alencar Santana (@AlencarBraga13) July 30, 2025
O senador Fabiano Contarato (PT-ES) afirmou que a medida representa um ataque direto às instituições brasileiras. Segundo ele, o STF “exerce a função de guardião do Estado democrático de direito e age conforme a Constituição”. Para o parlamentar, a decisão dos Estados Unidos busca interferir na economia brasileira e comprometer a autonomia nacional. “O Brasil não será pautado por interferências externas. Não somos colônia de ninguém”, afirmou.
Ao sancionar o ministro Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky, o governo Trump ataca diretamente as instituições brasileiras pelo simples fato de cumprirem a lei. O Supremo Tribunal Federal exerce a função de guardião do Estado democrático de direito e da nossa Constituição,…
— Fabiano Contarato (@ContaratoSenado) July 30, 2025
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) declarou que a ação norte-americana é “inaceitável” e representa uma tentativa de interferência em processos judiciais brasileiros.
É inaceitável que um governo externo, de qualquer país, pretenda interferir em processos judiciais em nosso país. É uma tentativa inútil e desproporcional de barrar punições em nosso sistema jurídico. Minha total solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) acusou o presidente Donald Trump de usar a Lei Magnitsky de forma seletiva e de tentar proteger Jair Bolsonaro (PL).
Mais uma vez, o condenado por abuso sexual e citado em documentos secretos sobre Epstein e ped0filia, Donald Trump, tenta interferir na democracia no Brasil.
Agora, irá sancionar o Ministro Alexandre de Moraes, um Ministro do Supremo Tribunal Federal Brasileiro, com a Lei…
Também do PSOL, a deputada Sâmia Bomfim afirmou que a medida faz parte de uma série de tentativas de interferência política e econômica no Brasil.
Que vergonha um deputado federal conspirar contra o Brasil e comemorar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. Não bastasse operar a sanção de 50% sobre os produtos brasileiros. Até onde vai a sanha pela impunidade de seu pai? Chantagens,…
A sanção foi anunciada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que acusou Moraes de conduzir uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas dos dois países.
Segundo o governo norte-americano, o ministro é responsável por censura, detenções arbitrárias e processos politizados, incluindo contra Bolsonaro. Com a medida, Moraes terá seus bens e interesses em bens nos EUA bloqueados.
Governo Lula e parlamentares condenam sanção dos EUA a Moraes e manifestam solidariedade ao ministroAdministração de Donald Trump acusa o magistrado de violar direitos humanos e atuar politicamente contra Jair BolsonaroPolítica2025-07-30T19:22:43.121ZIntegrantes do governo Lula (PT) e parlamentares condenaram nesta quarta-feira (30) a , do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles manifestaram solidariedade ao magistrado e classificaram a ação como um ataque à soberania do país. Em nota, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a sanção, aplicada com base na Lei Magnitsky, é arbitrária e injustificável. Segundo ele, a iniciativa do governo de Donald Trump compromete a integridade do exercício das funções constitucionais da magistratura nacional e afronta diretamente a independência das instituições brasileiras. “O Brasil não se curvará a pressões ilegítimas que tentam macular a honra e diminuir a grandeza de nossa nação soberana”, disse. Messias declarou ainda que o Estado brasileiro tomará todas as medidas adequadas para proteger sua soberania e a autonomia do Poder Judiciário, “de forma ponderada e consciente, nos fóruns e momentos adequados”. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, chamou a sanção de “ato violento e arrogante” e disse que o governo Lula expressa “repúdio total” à medida em uma publicação no X. Parlamentares da base aliada também repudiaram a decisão. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, afirmou que o caso “não é um ataque a um ministro” e sim um “ataque ao Brasil”. O primeiro vice-líder do governo, deputado Alencar Santana (PT-SP), classificou a sanção como um reflexo da decadência dos EUA e de seu isolamento internacional. "Ao insistir em decisões autoritárias unilaterais, baseadas em relações pessoais de Trump que não têm qualquer relação com os interesses do país, o atual governo dos Estados Unidos corrói ainda mais a combalida imagem do país como referência de democracia, que já foi, e pavimenta o caminho para se tornar uma tirania autocrática", disse em publicação no X. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) afirmou que a medida representa um ataque direto às instituições brasileiras. Segundo ele, o STF “exerce a função de guardião do Estado democrático de direito e age conforme a Constituição”. Para o parlamentar, a decisão dos Estados Unidos busca interferir na economia brasileira e comprometer a autonomia nacional. “O Brasil não será pautado por interferências externas. Não somos colônia de ninguém”, afirmou. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) declarou que a ação norte-americana é “inaceitável” e representa uma tentativa de interferência em processos judiciais brasileiros. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) acusou o presidente Donald Trump de usar a Lei Magnitsky de forma seletiva e de tentar proteger Jair Bolsonaro (PL). Também do PSOL, a deputada Sâmia Bomfim afirmou que a medida faz parte de uma série de tentativas de interferência política e econômica no Brasil. A sanção foi anunciada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que acusou Moraes de conduzir uma “caça às bruxas ilegal” contra cidadãos e empresas dos dois países. Segundo o governo norte-americano, o ministro é responsável por censura, detenções arbitrárias e processos politizados, incluindo contra Bolsonaro. Com a medida, Moraes terá seus bens e interesses em bens nos EUA bloqueados. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/governo-lula-e-parlamentares-condenam-sancao-dos-eua-a-moraes-e-manifestam-solidariedade-ao-ministro