Governo Lula adota tom cauteloso e evita rivalizar com Cláudio Castro após megaoperação no Rio
Mesmo "estarrecido" com o número de mortos, presidente busca evitar confronto; estratégia é defender a PEC da Segurança
Murilo Fagundes
Presidente Lula e Cláudio Castro | Agência Brasil/ Governo do Rio
O Palácio do Planalto adotou um tom calculadamente conciliador após a megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de 100 mortos. Mesmo surpreso e incomodado com o número de vítimas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou rivalizar com o governador Cláudio Castro (PL) e orientou ministros a não transformar o episódio em confronto político.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Na prática, a estratégia do governo é não dar “cavalo de pau” quando o tema é segurança pública, uma área em que o Planalto tem mais a perder do que a ganhar com embates diretos. O discurso oficial segue a linha de condenar o crime organizado, sem lamentar explicitamente as mortes registradas na operação.
O tom ameno é visto dentro do governo como parte de um movimento para defender a PEC da Segurança, proposta enviada ao Congresso que pretende integrar o trabalho das forças policiais em todo o país.
A avaliação no Planalto é de que a tragédia no Rio abre uma janela de oportunidade para acelerar a tramitação do texto, reforçando a ideia de que o combate ao crime deve “atingir a cabeça das facções, e não os mais pobres”.
Em postagem nas redes sociais, Lula afirmou ter determinado que o ministro da Justiça e o diretor-geral daPolícia Federal (PF) fossem ao Rio para se reunir com o governador. Disse também que “não se pode aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência”, e defendeu ações “sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”.
Ainda não se sabe, porém, como será a primeira fala pública de Lula sobre o caso. Até o momento, o presidente limitou-se à publicação nas redes, sem declarações diretas à imprensa.
Governo Lula adota tom cauteloso e evita rivalizar com Cláudio Castro após megaoperação no RioMesmo "estarrecido" com o número de mortos, presidente busca evitar confronto; estratégia é defender a PEC da Segurança
Política2025-10-30T18:47:54.127ZO Palácio do Planalto adotou um tom calculadamente conciliador após a megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de 100 mortos. Mesmo surpreso e incomodado com o número de vítimas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou rivalizar com o governador Cláudio Castro (PL) e orientou ministros a não transformar o episódio em confronto político. Na prática, a estratégia do governo é não dar “cavalo de pau” quando o tema é segurança pública, uma área em que o Planalto tem mais a perder do que a ganhar com embates diretos. O discurso oficial segue a linha de condenar o crime organizado, sem lamentar explicitamente as mortes registradas na operação. O tom ameno é visto dentro do governo como parte de um movimento para defender a PEC da Segurança, proposta enviada ao Congresso que pretende integrar o trabalho das forças policiais em todo o país. A avaliação no Planalto é de que a tragédia no Rio abre uma janela de oportunidade para acelerar a tramitação do texto, reforçando a ideia de que o combate ao crime deve “atingir a cabeça das facções, e não os mais pobres”. Em postagem nas redes sociais, Lula afirmou ter determinado que o ministro da Justiça e o diretor-geral da Polícia Federal (PF) fossem ao Rio para se reunir com o governador. Disse também que “não se pode aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência”, e defendeu ações “sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”. Ainda não se sabe, porém, como será a primeira fala pública de Lula sobre o caso. Até o momento, o presidente limitou-se à publicação nas redes, sem declarações diretas à imprensa.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/governo-lula-adota-tom-cauteloso-e-evita-rivalizar-com-claudio-castro-apos-megaoperacao-no-rio
Menores que entraram em Ceuta podem ficar na Espanha
Governo espanhol analisa situação de aproximadamente 1.100 crianças e adolescentes que chegaram ao enclave; número de mortes na travessia já chega a 100