Governo avalia momento para indicar novo comando da Defensoria Pública da União neste semestre
Lista tríplice em que maior parte da categoria votou pela recondução do atual DPU está na mesa de Lula há 4 meses


Basília Rodrigues
Além da indicação para o Supremo Tribunal Federal, o governo deve enviar ao Congresso neste semestre o nome indicado para o comando da Defensoria Pública da União (DPU).
Há 4 meses, a categoria definiu lista tríplice e encaminhou para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
O Planalto optou por aguardar a validação do nome de Jorge Messias para o STF antes de fazer outras indicações que dependam de votação no Senado e ainda analisa os nomes.
O atual defensor público-geral federal, Leonardo Magalhães, considerado o primeiro negro a assumir o cargo, foi o mais votado para recondução, com 486 votos.
Ele reúne apoio do presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rego; do vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes e de movimentos sociais, como o MST.
Durante o primeiro mandato, ampliou o número de postos e municípios de atendimento. As ações que ganharam mais notoriedade foram de assistência às vítimas da tragédia climática do Rio Grande do Sul e aos aposentados e pensionistas que foram alvos da fraude no INSS.
Em segundo lugar, ficou Tarcijany Linhares Aguiar Machado, defensora regional de direitos humanos substituta no Ceará, com 279 votos.
Se escolhida, seria o retorno de uma mulher ao comando da instituição.
Ela conta com apoio do ministro da Educação, Camilo Santana e o líder governista na Câmara, José Guimarães, ambos cearenses.
Em seguida, Fabiano Caetano Prestes, defensor público de categoria especial lotado em Brasília, com 251 votos.









