Funcionários dos EUA barrados queriam reunião com Flávio
Governo brasileiro barrou comitiva por ver risco de uso político da missão no período eleitoral, mas não descarta nova análise dos vistos após as eleições
Hariane Bittencourt
Flávio Bolsonaro durante convenção nacional do PL para as eleições de 2026 | Reprodução/YouTube @PartidoLiberal22
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Em nota ao SBT News, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a decisão foi tomada diante do contexto eleitoral brasileiro e do risco de instrumentalização política da missão.
Nos bastidores, interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a missão, apresentada como institucional, foi solicitada em um momento inoportuno.
A leitura no governo é que os pedidos de reuniões com autoridades brasileiras serviriam apenas para conferir aparência de legitimidade a uma agenda cujo verdadeiro objetivo seria questionar o sistema eleitoral brasileiro.
Também chamou a atenção do governo o fato de os pedidos de visto, acompanhados da programação da comitiva, não terem sido precedidos de uma comunicação política de alto nível.
Na avaliação de integrantes do Palácio do Planalto, seria esperado, por exemplo, um contato prévio do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informando oficialmente os objetivos da missão e assegurando que ela não teria qualquer finalidade de interferência no processo eleitoral brasileiro.
Outro fator considerado relevante foi o fato de os pedidos terem sido apresentados poucos dias depois de Flávio Bolsonaro discursar a embaixadores e diplomatas estrangeiros, em Brasília, levantando dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Os questionamentos foram desmentidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fazendo com que o próprio senador se retratasse.
Apesar da negativa, fontes ouvidas pelo SBT News afirmam que um eventual novo pedido de visto poderá ser reavaliado. A tendência, no entanto, é que qualquer nova solicitação só seja analisada após a realização das eleições.
Funcionários dos EUA barrados queriam reunião com FlávioGoverno brasileiro barrou comitiva por ver risco de uso político da missão no período eleitoral, mas não descarta nova análise dos vistos após as eleiçõesPolítica2026-07-29T19:06:38.817ZOs dois funcionários do governo dos Estados Unidos que tiveram os pedidos de visto negados pelo Itamaraty pretendiam se reunir, no Brasil, com o senador e . 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A , que detalhou as justificativas apresentadas por Riley Barnes e Samuel Samson, ambos integrantes do Departamento de Estado, para ingressar no país. Os vistos foram negados na última sexta-feira (24). Em nota ao SBT News, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a decisão foi tomada diante do contexto eleitoral brasileiro e do risco de instrumentalização política da missão. Nos bastidores, interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a missão, apresentada como institucional, foi solicitada em um momento inoportuno. A leitura no governo é que os pedidos de reuniões com autoridades brasileiras serviriam apenas para conferir aparência de legitimidade a uma agenda cujo verdadeiro objetivo seria questionar o sistema eleitoral brasileiro. Também chamou a atenção do governo o fato de os pedidos de visto, acompanhados da programação da comitiva, não terem sido precedidos de uma comunicação política de alto nível. Na avaliação de integrantes do Palácio do Planalto, seria esperado, por exemplo, um contato prévio do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informando oficialmente os objetivos da missão e assegurando que ela não teria qualquer finalidade de interferência no processo eleitoral brasileiro. Outro fator considerado relevante foi o fato de os pedidos terem sido apresentados poucos dias depois de Flávio Bolsonaro discursar a embaixadores e diplomatas estrangeiros, em Brasília, levantando dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. Os questionamentos foram desmentidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fazendo com que o próprio senador se retratasse. Apesar da negativa, fontes ouvidas pelo SBT News afirmam que um eventual novo pedido de visto poderá ser reavaliado. A tendência, no entanto, é que qualquer nova solicitação só seja analisada após a realização das eleições.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/funcionarios-dos-eua-barrados-queriam-reuniao-com-flavio-bolsonaro
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