Flávio diz que Marques, cotada a vice, errou em não ir ao PL
Senador disse ter orientado filiação ao seu partido, e não ao Republicanos; falta de apoio impossibilitou chapa e encaminhou escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL)
Victor Schneider, Valentina Moreira
Daniella Marques e Flávio Bolsonaro em entrevista conjunta nesta quinta (6) | Reprodução
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quinta-feira (6) que orientou a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, que esteve entre as cotadas para ser sua candidata a vice-presidente, a se filiar ao PL, e não ao Republicanos, em junho. Em entrevista conjunta com Flávio ao podcast Market Makers, Daniella Marques também indicou ter se arrependido da decisão.
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Caso a economista tivesse seguido a orientação, Flávio não teria empecilhos para tê-la como vice em uma chapa pura-sangue do PL. Com Marques no Republicanos, a composição não se concretizou pela falta de apoio da sigla de Marcos Pereira, que se manteve neutra na disputa presidencial. O escolhido acabou sendo o deputado Alfredo Gaspar, do PL alagoano, frustrando a expectativa por uma vice mulher.
“Eu falei para ela se filiar ao PL. Mas ela [disse]: ‘Não, vou ficar lá [no Republicanos] para de repente a gente fazer uma aliança mais ampla", afirmou Flávio. Daniella Marques, concordou e, em tom de brincadeira, afirmou ter escolhido “mal”, com expressão resignada.
Como mostrou o SBT News, a escolha de Gaspar foi recebida na Faria Lima como um “balde de água fria". Operadores de mercado viam, na impossibilidade de contar com Daniella Marques, a escolha do senador Rogério Marinho (PL-RN) como nome ideal para ampliar a base de apoio da campanha e os contatos com setores empresariais.
Por outro lado, a indicação de Gaspar, deputado com trajetória afastada do mercado financeiro, foi lida como um aceno para conchavos políticos com o Centrão, em especial porque sua candidatura como vice favorece a disputa de Arthur Lira ao Senado por Alagoas.
Outras mulheres cogitadas para a chapa de Flávio incluíram as senadoras Tereza Cristina, do PP, e Damares Alves, do Republicanos; e a deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos. O trio esteve no palanque de anúncio de Gaspar na quarta (5), apesar se seus partidos terem decidido não se alinhar nem à candidatura bolsonarista e nem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio destacou justamente a manutenção desses apoios femininos mesmo indo à eleição com uma chapa com dois homens. “Quem não vieram foram os caciques dos partidos”, lamentou.
O senador também disse compreender a opção pela neutralidade pela contextos de cada sigla dentro dos estados. “A gente tem que respeitar isso", frisou.
Dentro do PL, fez destacou também ter cogitado “grandes quadros" como a madrasta Michelle Bolsonaro e as deputadas Júlia Zanatta (SC), Priscila Costa (CE), Bia Kicis (DF) e Clarissa Tércio (PE).
“Mas todo mundo já estava meio decidida a concorrer a alguma coisa – senadora, deputada –, e com as campanhas estruturadas. Foi quando veio a possibilidade, trazida pelo nosso coordenador de campanha, Rogério Marinho, do nome do Alfredo Gaspar".
Fora do ticket presidencial, a tendência agora é que Daniella Marques tenha lugar de destaque na equipe econômica e na elaboração do plano fiscal de um eventual governo Flávio Bolsonaro.
Flávio diz que Marques, cotada a vice, errou em não ir ao PLSenador disse ter orientado filiação ao seu partido, e não ao Republicanos; falta de apoio impossibilitou chapa e encaminhou escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL)
Política2026-08-06T21:12:50.056ZO senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quinta-feira (6) que orientou a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, que esteve entre as cotadas para ser sua candidata a vice-presidente, a se filiar ao PL, e não ao Republicanos, em junho. Em entrevista conjunta com Flávio ao podcast , Daniella Marques também indicou ter se arrependido da decisão. Caso a economista tivesse seguido a orientação, Flávio não teria empecilhos para tê-la como vice em uma chapa pura-sangue do PL. Com Marques no Republicanos, a composição não se concretizou pela falta de apoio da sigla de Marcos Pereira, que se manteve neutra na disputa presidencial. O escolhido frustrando a expectativa por uma vice mulher. “Eu falei para ela se filiar ao PL. Mas ela [disse]: ‘Não, vou ficar lá [no Republicanos] para de repente a gente fazer uma aliança mais ampla", afirmou Flávio. Daniella Marques, concordou e, em tom de brincadeira, afirmou ter escolhido “mal”, com expressão resignada. Como mostrou o SBT News, a escolha de Gaspar . Operadores de mercado viam, na impossibilidade de contar com Daniella Marques, a escolha do senador Rogério Marinho (PL-RN) como nome ideal para ampliar a base de apoio da campanha e os contatos com setores empresariais. Por outro lado, a indicação de Gaspar, deputado com trajetória afastada do mercado financeiro, foi lida como um aceno para conchavos políticos com o Centrão, em especial porque sua candidatura como vice favorece a disputa de Arthur Lira ao Senado por Alagoas. Outras mulheres cogitadas para a chapa de Flávio incluíram as senadoras Tereza Cristina, do PP, e Damares Alves, do Republicanos; e a deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos. O trio esteve no palanque de anúncio de Gaspar na quarta (5), apesar se seus partidos terem decidido não se alinhar nem à candidatura bolsonarista e nem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio destacou justamente a manutenção desses apoios femininos mesmo indo à eleição com uma chapa com dois homens. “Quem não vieram foram os caciques dos partidos”, lamentou. O senador também disse compreender a opção pela neutralidade pela contextos de cada sigla dentro dos estados. “A gente tem que respeitar isso", frisou. Dentro do PL, fez destacou também ter cogitado “grandes quadros" como a madrasta Michelle Bolsonaro e as deputadas Júlia Zanatta (SC), Priscila Costa (CE), Bia Kicis (DF) e Clarissa Tércio (PE). “Mas todo mundo já estava meio decidida a concorrer a alguma coisa – senadora, deputada –, e com as campanhas estruturadas. Foi quando veio a possibilidade, trazida pelo nosso coordenador de campanha, Rogério Marinho, do nome do Alfredo Gaspar". Fora do ticket presidencial, a tendência agora é que Daniella Marques tenha lugar de destaque na equipe econômica e na elaboração do plano fiscal de um eventual governo Flávio Bolsonaro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-diz-que-marques-cotada-a-vice-errou-em-nao-ir-ao-pl
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