Flávio Bolsonaro diz que cenário eleitoral muda após a Copa
Senador afirma que o Brasil ‘não aguenta mais quatro anos de PT’; pesquisa eleitoral mostra Lula com 49% e Flávio com 43% em 2º turno


Senador Flávio Bolsonaro (PL) se reúne com empresário na Faria LIma após revelações de ligação com Vorcaro| Adriano Machado/Reuters
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) minimizou nesta segunda-feira (15) os resultados das pesquisas eleitorais e afirmou que os levantamentos divulgados neste momento representam apenas um retrato da disputa presidencial de 2026.
Durante participação no Veja Fórum, em São Paulo, o pré-candidato ao Palácio do Planalto disse que o eleitor ainda não está concentrado na corrida eleitoral e avaliou que o cenário pode mudar após a Copa do Mundo.
“Tem pesquisa para todos os gostos. O que eu vejo é que esse é o retrato do momento apenas”, afirmou.
“Quando começar a prestar mais atenção na campanha eleitoral, que vai chegar depois aqui da Copa do Mundo, quando começar de verdade o período eleitoral, o eleitor brasileiro vai compreender que o Brasil não aguenta mais quatro anos de PT”, acrescentou.
Ao longo da entrevista, o senador concentrou as críticas ao governo Lula na área econômica. Segundo ele, o país enfrenta uma crise fiscal provocada pelo aumento de gastos públicos.
“A inflação chegou. Todos os ingredientes de uma tempestade estão postos para acontecer ainda este ano.”
Flávio afirmou que um eventual governo seu teria como prioridade reduzir despesas públicas. “Não tem outro caminho a não ser a gente fazer algumas reformas de estrutura e enxugar drasticamente as nossas despesas.”

Entre as medidas defendidas pelo senador estão a redução do número de ministérios, cortes de gastos e mecanismos automáticos de contenção de despesas quando a relação entre dívida e PIB atingir determinados níveis.
O parlamentar também afirmou que pretende revisar a reforma tributária aprovada pelo Congresso.
“Vamos suspender a reforma tributária por pelo menos um ano, porque nós vamos fazer uma reforma tributária que de verdade simplifique todo esse aparato que nós temos de tributos no Brasil.”
Outra proposta apresentada por Flávio foi o fim da reeleição para Presidente da República. Segundo ele, todos que se sentam na cadeira de presidente, a partir do primeiro dia, já começam a pensar na reeleição.
Apesar das críticas ao governo Lula, o senador fez uma defesa do Bolsa Família e afirmou que manteria o programa em um eventual governo. Ele também defendeu uma ampliação das regras que permitiria ao beneficiário ingressar no mercado formal sem perder imediatamente o auxílio.
“O Bolsa Família virou um direito adquirido do povo brasileiro. Ninguém tem o direito de tocar nele ou acabar com esse programa. Nós vamos garantir que as pessoas possam ter um emprego formal e permanecer recebendo o Bolsa Família por um período mais longo.”
O senador também voltou a ser questionado sobre as críticas à sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Sobre o assunto, Flávio afirmou que o vínculo entre os dois ocorreu exclusivamente por causa do financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Indagado, o senador negou ainda que a viagem que fez aos Estados Unidos tenha contribuído para o aumento das tarifas impostas pelo governo americano a produtos brasileiros – o chamado “tarifaço”. Segundo ele, “isso aí é narrativa falsa, como sempre da esquerda. A mentira virou método do PT”.
Segundo Flávio, durante reuniões com autoridades americanas, ele pediu justamente que não houvesse taxação sobre empresas brasileiras.
“Pedi que não houvesse isso expressamente. Ainda falei que as empresas brasileiras já são as mais taxadas do mundo pelo governo Lula. “A única pessoa que quer tarifa no Brasil é o Lula, porque acha que vai ter benefício eleitoral com relação a isso”, concluiu.
















