EUA confirmam fala de Flávio em audiência sobre tarifaço
Cronograma divulgado pelo governo norte-americano prevê participação do senador na próxima terça-feira (7)


Senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) | Flickr
Os Estados Unidos confirmaram a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL) na audiência pública que debaterá a tarifa de 25% proposta por Washington aos produtos brasileiros. A fala do parlamentar foi marcada para a próxima terça-feira (7), segundo dia de sessão, a partir das 10h (horário local).
A nova tarifa foi proposta em junho pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que acusou o Brasil de promover práticas desleais e prejudiciais ao comércio norte-americano. É o caso do Pix, de falhas no combate à corrupção e das tarifas relacionadas à importação de etanol.
Antes de ser implementada pelo governo, a proposta precisa passar por consulta pública. A sessão acontecerá entre os dias 6 e 7 de julho, em Washington, e reunirá representantes de ambos os países de setores como indústria, agronegócio, comércio e tecnologia, além de políticos, que solicitaram participação.
No caso de Flávio, a ideia é mudar a narrativa, se opondo à proposta. O senador tem sido acusado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apoiadores de ter incitado o governo norte-americano a aplicar tarifas adicionais aos produtos brasileiros durante visita aos Estados Unidos e conversa com o presidente Donald Trump.
No ano passado, quando Washington estabeleceu uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros, Eduardo Bolsonaro agradeceu publicamente o presidente norte-americano pela medida.
Em manifestação enviada ao USTR na quinta-feira (2), Flávio pediu aos Estados Unidos que suspendam a imposição da tarifa às importações brasileiras até as eleições de outubro, dizendo que a manutenção da taxa neste momento beneficiaria politicamente Lula – seu principal adversário na eleição presidencial deste ano.
"As tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que tem adotado: obstruir negociações sérias, provocar retaliações e, em seguida, converter essa retaliação em uma vitória política interna. Pior ainda, os custos recairiam sobre a economia americana e sobre os brasileiros mais comprometidos com o relacionamento construtivo com os EUA", escreveu.
Outros nomes brasileiros
Além de Flávio, a audiência contará com outros nomes brasileiros. É o caso do aliado bolsonarista Paulo Figueiredo, que terá o direito de fala na segunda-feira (6). Assim como Flávio, o jornalista pediu ao governo Trump que suspenda o tarifaço, dizendo para a gestão focar em sancionar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Welber Barral, representando a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, também foi confirmado no primeiro dia de audiência, assim como representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Associação Brasileira da Indústria de Arroz, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), da Associação Brasileira da Indústria do Café Solúvel (Abics), e da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI).
Já no segundo dia, a sessão contará com o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) Roberto Azevêdo, que falará em nome da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Representantes da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) também estarão presentes.














