Flávio Bolsonaro diz aos EUA que tarifaço ajudaria Lula
Em carta ao USTR, senador pede para governo norte-americano direcionar taxas a indivíduos e não sobre todo o Brasil


Flávio Bolsonaro foi recebido por Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca | Divulgação
Em manifestação oficial enviada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao governo norte-americano para não aplicar o tarifaço contra o Brasil, mas sim direcionar punições a indivíduos, e defendeu que a medida proposta pelo órgão poderia ajudar politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário nas eleições deste ano.
O documento foi protocolado junto ao USTR anda na noite desta quarta-feira (1º), mesmo dia em que o governo brasileiro apresentou seus argumentos ao órgão norte-americano sobre o assunto. Na próxima semana, Flávio deve ir pessoalmente aos Estados Unidos participar da audiência pública a respeito da proposta de tarifaço ao Brasil.
“A parte que se beneficia da ação proposta é o atual governo do Brasil”, diz o senador, pré-candidato à Presidência da República. “As tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro justamente pela estratégia que ele tem adotado: protelar negociações sérias, provocar retaliações por parte de Washington e, em seguida, transformar essa retaliação em uma vitória política interna”, acrescentou, no documento de 86 páginas.
Flávio Bolsonaro ressalta que os custos de um eventual tarifaço recairiam sobre a economia americana e sobre os brasileiros “empenhados em uma relação construtiva e mutuamente benéfica com os Estados Unidos”.
Como alternativa, o senador afirma que o ideal seria punir diretamente indivíduos, com cassação de vistos e via Lei Magnitsky, e não o país inteiro com tarifas. “Tais instrumentos específicos atingem justamente as condutas apontadas pelo Presidente — a repressão à liberdade de expressão constitucionalmente protegida, a atuação deliberada contra empresas norte-americanas que cumprem a lei e a corrupção — sem onerar toda uma economia ou os cidadãos que, eles próprios, se opõem a essas condutas”, sustenta, na sua manifestação.























