Caso Gisele: Justiça adia interrogatório de tenente-coronel
TJSP remarcou depoimento de Geraldo Leite Rosa Neto para agosto, e defesa diz que pedirá revogação da prisão preventiva
André Barbeiro , Larissa Alves
02/07/2026, 23:21 • Atualizado em 02/07/2026, 23:36
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Tenente-coronel e soldado Gisele | Reprodução
A Justiça de São Paulo adiou para o dia 28 de agosto o interrogatório do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, réu por feminicídio e fraude processual na morte da soldado da PM Gisele Alves Santana. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2), em nota, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que informou o encerramento da fase de oitiva de testemunhas do processo.
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Segundo a Corte, a 5ª Vara do Júri da Capital ouviu, ao todo, 30 testemunhas. O interrogatório do acusado, que seria nesta sexta-feira (3), foi remarcado após a defesa solicitar a complementação do laudo pericial pelo Instituto de Criminalística.
Com a realização da perícia complementar, o depoimento do oficial será a próxima etapa da instrução processual. Após o interrogatório, caberá à Justiça decidir se o tenente-coronel será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Em conversa com a reportagem, o advogado Eugênio Malavasi, que representa o tenente-coronel, afirmou que a estratégia agora será pedir a revogação da prisão preventiva.
“Da prova colhida até então, a defesa irá pedir a revogação da prisão preventiva”, disse.
Segundo ele, o pedido será fundamentado no conjunto de provas já produzidas durante a instrução.
Malavasi também informou que a defesa desistiu da oitiva de seis testemunhas inicialmente arroladas por entender que os depoimentos já colhidos eram suficientes para a estratégia adotada nesta fase do processo.
O advogado também explicou que a prorrogação do interrogatório da perita não ocorreu apenas por causa das dificuldades enfrentadas durante o depoimento. Segundo Malavasi, a decisão também levou em consideração a necessidade de que os esclarecimentos técnicos sejam apresentados por escrito, permitindo que todos os questionamentos formulados pela defesa sejam respondidos de forma completa.
De acordo com o advogado, o adiamento permitirá que essas informações passem a integrar os autos antes da última etapa da instrução. “A ideia da defesa é que o tenente-coronel tenha como fazer o interrogatório com todas essas informações”, afirmou. Ele acrescentou que, após a apresentação dos esclarecimentos escritos pela perita, o processo seguirá para o interrogatório do acusado.
Entenda o caso
A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça em fevereiro deste ano, no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no Brás, região central de São Paulo.
Inicialmente, o oficial afirmou que a esposa havia cometido suicídio enquanto ele tomava banho. A investigação da Polícia Civil, porém, concluiu que a versão não era compatível com os laudos periciais.
Segundo o inquérito, Gisele foi surpreendida por trás, imobilizada antes do disparo e a cena do crime apresentava indícios de manipulação. Por isso, Geraldo Leite Rosa Neto foi indiciado por feminicídio e fraude processual. O Ministério Público sustenta que o crime foi motivado pela decisão da policial de encerrar o relacionamento.
A defesa nega as acusações e mantém a versão de que Gisele tirou a própria vida.
Caso Gisele: Justiça adia interrogatório de tenente-coronelTJSP remarcou depoimento de Geraldo Leite Rosa Neto para agosto, e defesa diz que pedirá revogação da prisão preventivaBrasil2026-07-02T23:21:52.728ZA Justiça de São Paulo adiou para o dia 28 de agosto o interrogatório do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, réu por feminicídio e fraude processual na morte da soldado da PM Gisele Alves Santana. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2), em nota, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que informou o encerramento da fase de oitiva de testemunhas do processo. Segundo a Corte, a 5ª Vara do Júri da Capital ouviu, ao todo, 30 testemunhas. O interrogatório do acusado, que seria nesta sexta-feira (3), foi remarcado após a defesa solicitar a complementação do laudo pericial pelo Instituto de Criminalística. Com a realização da perícia complementar, o depoimento do oficial será a próxima etapa da instrução processual. Após o interrogatório, caberá à Justiça decidir se o tenente-coronel será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Em conversa com a reportagem, o advogado Eugênio Malavasi, que representa o tenente-coronel, afirmou que a estratégia agora será pedir a revogação da prisão preventiva. “Da prova colhida até então, a defesa irá pedir a revogação da prisão preventiva”, disse. Segundo ele, o pedido será fundamentado no conjunto de provas já produzidas durante a instrução. Malavasi também informou que a defesa desistiu da oitiva de seis testemunhas inicialmente arroladas por entender que os depoimentos já colhidos eram suficientes para a estratégia adotada nesta fase do processo. O advogado também explicou que a prorrogação do interrogatório da perita não ocorreu apenas por causa das dificuldades enfrentadas durante o depoimento. Segundo Malavasi, a decisão também levou em consideração a necessidade de que os esclarecimentos técnicos sejam apresentados por escrito, permitindo que todos os questionamentos formulados pela defesa sejam respondidos de forma completa. De acordo com o advogado, o adiamento permitirá que essas informações passem a integrar os autos antes da última etapa da instrução. “A ideia da defesa é que o tenente-coronel tenha como fazer o interrogatório com todas essas informações”, afirmou. Ele acrescentou que, após a apresentação dos esclarecimentos escritos pela perita, o processo seguirá para o interrogatório do acusado. Entenda o caso A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça em fevereiro deste ano, no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no Brás, região central de São Paulo. Inicialmente, o oficial afirmou que a esposa havia cometido suicídio enquanto ele tomava banho. A investigação da Polícia Civil, porém, concluiu que a versão não era compatível com os laudos periciais. Segundo o inquérito, Gisele foi surpreendida por trás, imobilizada antes do disparo e a cena do crime apresentava indícios de manipulação. Por isso, Geraldo Leite Rosa Neto foi indiciado por feminicídio e fraude processual. O Ministério Público sustenta que o crime foi motivado pela decisão da policial de encerrar o relacionamento. A defesa nega as acusações e mantém a versão de que Gisele tirou a própria vida.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/caso-gisele-justica-adia-interrogatorio-de-tenente-coronel