Em visita à comunidade judaica em SP, ministra dos Direitos Humanos defende diálogo e combate ao discurso de ódio
Macaé Evaristo caminhou pelo Bom Retiro e visitou quatro instituições judaicas, na véspera do Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto


SBT News
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Macaé Evaristo, visitou quatro instituições judaicas localizadas região central de São Paulo, na segunda-feira (27). A programação foi organizada pela Associação Beit Midrash Massoret, sinagoga e casa de estudo da Vila Madalena, em conjunto com a Casa do Povo, instituição fundada na década de 1950.
A visita aconteceu às vésperas do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado nesta terça-feira (28). Segundo o MDHC, a agenda integra um conjunto de ações do ministério voltadas ao enfrentamento do antissemitismo, do racismo, dos discursos de ódio e da não repetição de intolerâncias graves.
“O antissemitismo, assim como o racismo, propõe a desumanização, a segregação e a hierarquização de pessoas. Nosso papel é atuar na desconstrução dessas lógicas e na construção de uma cultura de direitos”, afirmou Macaé Evaristo.
O primeiro compromisso foi no Ten Yad, instituição beneficente inspirada nos ensinamentos do Rebe de Lubavitch. A ministra conheceu o refeitório que atende pessoas em vulnerabilidade social e dialogou sobre os desafios enfrentados pela organização. Na sequência, Macaé foi recebida pela Unibes (União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social), e assistiu a uma apresentação de pessoas atendidas pela instituição.
No Memorial do Holocausto de São Paulo, a ministra participou de uma visita guiada com a presença de um sobrevivente do holocausto. A última etapa ocorreu na Casa do Povo, fundada por judeus do Leste Europeu em 1946, como um espaço de resistência cultural. Representantes de movimentos sociais discutiram a relação entre a luta judaica e outras lutas de grupos racializados e marginalizados.
Durante os encontros, a ministra enfatizou que o diálogo como eixo central da política externa e interna do país.
“O Brasil atua pela solução pacífica dos conflitos, pelo respeito à vida humana, pelo multilateralismo e pela soberania dos países. É esse posicionamento que nos move e orienta nossas ações”, declarou Macaé Evaristo.
A programação incluiu ainda uma caminhada pelo Bom Retiro, conduzida pela antropóloga Paula Ester Janovitch, ressaltando a história e os fluxos migratórios do bairro.
“Precisamos ser ponte. É assim que fortalecemos a democracia e avançamos no enfrentamento de todas as formas de preconceito e discriminação no nosso país”, complementou Macaé Evaristo.









