Lula homenageia vítimas do Holocausto após ser chamado de “antissemita” por Flávio Bolsonaro
Presidente publicou nota poucos após declaração do senador que participava de evento em Jerusalém


SBT News
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestou homenagens aos judeus vítimas do nazismo nesta terça-feira (27), Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. A manifestação, via redes sociais, veio pouco depois de o presidente ter sido chamado de “antissemita” pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante evento em Israel.
Lula destacou que o genocídio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial foi fomentado por regimes totalitários e discursos de ódio.
“O autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças com as quais essa grande tragédia do século XX foi construída", publicou em seu perfil no X.
Pré-candidato à Presidência da República pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro acusou o presidente de alimentar discursos anti-Israel desde os ataques do Hamas, em outubro de 2023.
"Sob o governo do presidente Lula, a política brasileira sofreu uma profunda falha moral. Deixe-me ser bem claro: Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é um exagero. Isso se baseia em suas ideias, suas palavras e suas ações", disse o senador durante a Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, em Jerusalém.
Flávio também ressaltou o governo de seu pai, Jair Bolsonaro - preso por tentativa de golpe de Estado - dizendo que o ex-presidente "fortaleceu a cooperação" entre os países e "esteve com Israel contra o terrorismo, sem desculpas e sem dois pesos e duas medidas".
O presidente Lula provocou polêmica e foi alvo de críticas do governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao comparar ações tomadas por Israel na Faixa de Gaza com praticas da Alemanha nazista contra os judeus, na Segunda Guerra Mundial, em declaração no início de 2024. A ação levou à convocação do embaixador brasileiro em Israel para prestar explicações.
Com a repercussão negativa, o chefe do poder Executivo se defendeu, dizendo que a comparação com o Holocausto foi “interpretação” de Netanyahu.
Em outubro do ano passado, Lula voltou a chamar a guerra de Israel contra o Hamas de “genocídio dos palestinos”. O Ministério da Saúde em Gaza estima que o conflito deixou mais de 70 mil mortos até o final de novembro.









