Eleições: indefinição sobre novo partido de Pacheco trava negociações de Lula em MG
Alcolumbre tenta costurar filiação do ex-presidente do Senado ao União Brasil


Victoria Abel
A busca do presidente Lula por um candidato ao governo do estado em Minas Gerais para chamar de seu encontra mais um entrave. Nome preferido de Lula à disputa, Rodrigo Pacheco está de saída do PSD e a procura de uma nova legenda. Aliados do ex-presidente do Senado descartam a possibilidade dele ir para o PT ou qualquer partido de esquerda e pontuam que Pacheco está em diálogo com o União Brasil, além de ter interesse em retornar ao MDB.
A permanência de Pacheco no PSD, sob a perspectiva dele ser pré-candidato ao governo, ficou insustentável já que o partido de Gilberto Kassab terá como candidato Mateus Simões, hoje vice-governador do estado, ao lado de Romeu Zema (Novo).
A costura com o União Brasil e Pacheco vem sendo coordenada por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e do Congresso Nacional. Ele é aliado de primeira hora de Pacheco e apoiou o mandato dele na presidência do Sendo. Alcolumbre também é aliado do presidente Lula. A direção do partido no estado de Minas, porém, está sob comando do deputado federal Marcelo Freitas (PSD-MG), que apoia o ex-presidente Jair Bolsonaro e que livrou Eduardo Bolsonaro do processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara.
No MDB, Pacheco também teria pouco espaço para disputa ao governo. A legenda já determinou que o candidato será Gabriel Azevedo, que foi vereador e presidente da Câmara de Belo Horizonte. Azevedo é mais próximo da direita e também dificilmente estaria Lula em um palanque.
Sem Pacheco, restaria a Lula apoiar a candidatura de um petista. Marilia Campos, prefeita de Contagem, e Margarida Salomão, prefeita de Juiz de Fora, tem aparecido entre os nomes mais fortes.








