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“Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], a Receita Federal. São as nossas instituições que têm que vir. E defendo, com rigor, fazer o combate ao crime organizado”, afirmou Durigan, em entrevista à TV Record.
O ministro ressaltou que a principal preocupação do governo é uma possível interferência externa em decisões que afetem empresas brasileiras, desafiando a soberania nacional. Ele também alertou para possíveis impactos econômicos sobre o sistema financeiro e meios de pagamento utilizados no Brasil, como o Pix – já na mira dos Estados Unidos.
Durigan ressaltou ainda o risco de empresas que atuam legalmente serem afetadas pelas sanções. “E se eles, a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC, atingirem uma empresa legal? Esse é o problema. O cidadão não sabe como recorrer”, disse.
Com isso, o ministro defendeu que a cooperação internacional em relação ao combate ao crime organizado se restrinja ao compartilhamento de informações. “O que os Estados Unidos podem fazer para nos ajudar? Eles podem nos mandar informação, como a gente manda para eles. Se vocês têm informação, se vocês querem contribuir com a nossa repressão ao crime organizado, nos ajudem”, frisou.
Os alvos são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Segundo a pasta, a dupla teria sido um elo fundamental entre membros do PCC baseados na Flórida e traficantes de drogas estrangeiros. Ao todo, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões obtidos ilicitamente, utilizando criptomoedas para transferir os recursos para o Brasil.
As sanções também atingiram as empresas Victory Trading, Pixwave e Wave Construções, baseadas em São Paulo, e Avenidas Flutuantes, em Lisboa (Portugal). Todas elas fariam parte do esquema de lavagem de dinheiro operado por Shimada.
Com as sanções, todos os bens dos envolvidos que estejam em território norte-americano ou em posse, ou sob o controle, de pessoas nos Estados Unidos ficam bloqueados.
Durigan critica sanção dos EUA a brasileiros por elo com PCCMinistro da Fazenda disse que combate ao crime organizado deve ser feito por instituições nacionais e alertou para possíveis impactos econômicosPolítica2026-07-02T06:08:00.000ZO ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou na quarta-feira (1º) a. Segundo ele, o combate ao crime organizado deve ser conduzido por instituições brasileiras e não por ações externas. “Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], a Receita Federal. São as nossas instituições que têm que vir. E defendo, com rigor, fazer o combate ao crime organizado”, afirmou Durigan, em entrevista à TV Record. O ministro ressaltou que a principal preocupação do governo é uma possível interferência externa em decisões que afetem empresas brasileiras, desafiando a soberania nacional. Ele também alertou para possíveis impactos econômicos sobre o sistema financeiro e meios de pagamento utilizados no Brasil, como o Pix –. Durigan ressaltou ainda o risco de empresas que atuam legalmente serem afetadas pelas sanções. “E se eles, a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC, atingirem uma empresa legal? Esse é o problema. O cidadão não sabe como recorrer”, disse. Com isso, o ministro defendeu que a cooperação internacional em relação ao combate ao crime organizado se restrinja ao compartilhamento de informações. “O que os Estados Unidos podem fazer para nos ajudar? Eles podem nos mandar informação, como a gente manda para eles. Se vocês têm informação, se vocês querem contribuir com a nossa repressão ao crime organizado, nos ajudem”, frisou. Sanções Na quarta-feira (1º), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou dois cidadãos e três empresas brasileiras por supostos vínculos com o PCC. A e uma ameaça para a segurança nacional norte-americana. Os alvos são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Segundo a pasta, a dupla teria sido um elo fundamental entre membros do PCC baseados na Flórida e traficantes de drogas estrangeiros. Ao todo, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões obtidos ilicitamente, utilizando criptomoedas para transferir os recursos para o Brasil. As sanções também atingiram as empresas Victory Trading, Pixwave e Wave Construções, baseadas em São Paulo, e Avenidas Flutuantes, em Lisboa (Portugal). Todas elas fariam parte do esquema de lavagem de dinheiro operado por Shimada. Com as sanções, todos os bens dos envolvidos que estejam em território norte-americano ou em posse, ou sob o controle, de pessoas nos Estados Unidos ficam bloqueados.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/durigan-critica-sancao-dos-eua-a-brasileiros-por-elo-com-pcc