Dias Toffoli homologa plano apresentado pelo governo para ressarcir vítimas de fraudes do INSS
Decisão do ministro precisa ser confirmada pelo plenário do STF para acordo entrar em vigor; julgamento virtual está marcado para agosto
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Jessica Cardoso
03/07/2025, 22:18 • Atualizado em 03/07/2025, 22:18
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Dias Toffoli, ministro do STF | Ton Molina/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli homologou nesta quinta-feira (5) o plano apresentado pelo governo para ressarcir as vítimas de fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O acordo, que visa devolver valores descontados indevidamente de aposentadorias e pensões, foi apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) na quarta-feira (2).
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A aprovação da medida ainda precisará ser referendada pelo plenário do STF, em julgamento virtual marcado para 15 a 18 de agosto. Se for confirmada, os efeitos serão imediatos. A previsão do governo é que o primeiro lote de pagamentos seja liberado já a partir de 24 de julho.
Na decisão, Toffoli destacou que o acordo reúne “as principais instituições do Sistema de Justiça” e permite soluções consensuais para a devolução rápida dos valores. O pacto foi firmado por AGU, INSS, Ministério da Previdência Social, Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Além de homologar o plano, o ministro suspendeu todas as ações judiciais e os efeitos de decisões que cobravam da União e do INSS a responsabilidade pelos descontos feitos nos benefícios entre março de 2020 e março de 2025.
Ele também manteve a suspensão dos prazos de prescrição das ações, dando mais tempo para que os aposentados e pensionistas contestem os descontos ou acionem a Justiça, se necessário. Segundo o ministro, a medida tem o objetivo de proteger os beneficiários e evitar a judicialização em massa do tema.
Toffoli atendeu ainda um pedido do governo federal e autorizou a abertura de crédito extraordinário para assegurar o pagamento dos valores devidos. Com isso, as despesas ficam de fora do limite de gastos do chamado arcabouço fiscal, o que significa que o governo poderá fazer os pagamentos sem que eles entrem no cálculo da meta de déficit público.
O ministro disse que a medida é necessária por envolver recursos essenciais para pessoas vulneráveis, que não podem esperar. Ele afirmou ainda que a decisão protege princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a segurança jurídica e a confiança legítima nas instituições.
O ACORDO
Terão direito ao ressarcimento os aposentados e pensionistas que sofreram descontos não autorizados entre março de 2020 e março de 2025. Para receber, será necessário aderir ao acordo, que prevê devolução integral corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desde o mês do desconto até sua efetiva inclusão na folha de pagamento.
A adesão poderá ser feita pelos seguintes canais:
Aplicativo Meu INSS;
Central de Atendimento 135;
Agências dos Correios;
Ações de busca ativa promovidas pelo INSS, especialmente em regiões rurais ou de difícil acesso.
O prazo para contestação administrativa já está aberto desde maio e ficará disponível por no mínimo seis meses.
Quem já ingressou com ação judicial para reaver os descontos indevidos também poderá aderir ao acordo. Nesses casos, ao optar pela via administrativa, o processo será encerrado em relação ao INSS e o beneficiário passará a receber os valores devidos por meio do pacto, com correção monetária aplicada desde a data de cada desconto até a devolução.
Ao contestar um desconto, a entidade associativa terá 15 dias úteis para apresentar documentos que comprovem a autorização ou devolver os valores via Guia de Recolhimento da União (GRU). Se não houver resposta, o INSS efetuará o pagamento diretamente na conta do beneficiário.
Caso a entidade apresente documentação, mas o segurado alegue falsidade na assinatura ou que foi enganado, o INSS avisará o Ministério Público Federal para que eles investiguem e tomem providências na esfera criminal. Nesses casos, a associação terá 5 dias úteis para devolver o dinheiro.
Se o pagamento não for efetuado, o beneficiário será orientado sobre as alternativas para a solução da controvérsia, incluindo a sugestão de assistência jurídica pela Defensoria Pública.
Dias Toffoli homologa plano apresentado pelo governo para ressarcir vítimas de fraudes do INSSDecisão do ministro precisa ser confirmada pelo plenário do STF para acordo entrar em vigor; julgamento virtual está marcado para agostoPolítica2025-07-03T22:18:16.657ZO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli homologou nesta quinta-feira (5) o plano apresentado pelo governo para ressarcir as vítimas de fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O acordo, que visa devolver valores descontados indevidamente de aposentadorias e pensões, A aprovação da medida ainda precisará ser referendada pelo plenário do STF, em julgamento virtual marcado para 15 a 18 de agosto. Se for confirmada, os efeitos serão imediatos. A previsão do governo é que o primeiro lote de pagamentos seja liberado já a partir de 24 de julho. Na decisão, Toffoli destacou que o acordo reúne “as principais instituições do Sistema de Justiça” e permite soluções consensuais para a devolução rápida dos valores. O pacto foi firmado por AGU, INSS, Ministério da Previdência Social, Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Além de homologar o plano, o ministro suspendeu todas as ações judiciais e os efeitos de decisões que cobravam da União e do INSS a responsabilidade pelos descontos feitos nos benefícios entre março de 2020 e março de 2025. Ele também manteve a suspensão dos prazos de prescrição das ações, dando mais tempo para que os aposentados e pensionistas contestem os descontos ou acionem a Justiça, se necessário. Segundo o ministro, a medida tem o objetivo de proteger os beneficiários e evitar a judicialização em massa do tema. Toffoli atendeu ainda um pedido do governo federal e autorizou a abertura de crédito extraordinário para assegurar o pagamento dos valores devidos. Com isso, as despesas ficam de fora do limite de gastos do chamado arcabouço fiscal, o que significa que o governo poderá fazer os pagamentos sem que eles entrem no cálculo da meta de déficit público. O ministro disse que a medida é necessária por envolver recursos essenciais para pessoas vulneráveis, que não podem esperar. Ele afirmou ainda que a decisão protege princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a segurança jurídica e a confiança legítima nas instituições. O ACORDO Terão direito ao ressarcimento os aposentados e pensionistas que sofreram descontos não autorizados entre março de 2020 e março de 2025. Para receber, será necessário aderir ao acordo, que prevê devolução integral corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desde o mês do desconto até sua efetiva inclusão na folha de pagamento. A adesão poderá ser feita pelos seguintes canais: O prazo para contestação administrativa já está aberto desde maio e ficará disponível por no mínimo seis meses. Quem já ingressou com ação judicial para reaver os descontos indevidos também poderá aderir ao acordo. Nesses casos, ao optar pela via administrativa, o processo será encerrado em relação ao INSS e o beneficiário passará a receber os valores devidos por meio do pacto, com correção monetária aplicada desde a data de cada desconto até a devolução. Ao contestar um desconto, a entidade associativa terá 15 dias úteis para apresentar documentos que comprovem a autorização ou devolver os valores via Guia de Recolhimento da União (GRU). Se não houver resposta, o INSS efetuará o pagamento diretamente na conta do beneficiário. Caso a entidade apresente documentação, mas o segurado alegue falsidade na assinatura ou que foi enganado, o INSS avisará o Ministério Público Federal para que eles investiguem e tomem providências na esfera criminal. Nesses casos, a associação terá 5 dias úteis para devolver o dinheiro. Se o pagamento não for efetuado, o beneficiário será orientado sobre as alternativas para a solução da controvérsia, incluindo a sugestão de assistência jurídica pela Defensoria Pública. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/dias-toffoli-homologa-plano-apresentado-pelo-governo-para-ressarcir-vitimas-de-fraudes-do-inss
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