Cúpula do MDB afirma que Lula não propôs vice e reafirma que decisão será em convenção
Dirigentes do partido veem dificuldade na aliança com presidente e destacam que decisão será da maioria dos filiados


Victoria Abel
Integrantes da cúpula do MDB afirmaram ao SBT News que a decisão sobre fechar apoio à reeleição do presidente Lula, bem como ocupar ou não uma potencial vaga de vice na chapa presidencial, será tomada com votação da maioria dos filiados, em convenção partidária. Dirigentes da ala lulista do MDB afirmam que Lula não fez nenhum convite, nem sinalizou conversas para composição de chapa até o momento.
Além do apoio a Lula, o partido deve colocar em voto na convenção partidária a possibilidade de liberar os diretórios estaduais para definirem os palanques, e ainda a preferência por outro candidato de oposição ao petista.
As convenções partidárias devem acontecer no período de 20 de julho a 5 de agosto, como determina a legislação eleitoral. Em 2022, a ala lulista do MDB também pressionou por um apoio ao presidente Lula em primeiro turno, mas a maioria decidiu pela candidatura da atual ministra e então senadora, Simone Tebet (MDB-MS).
No Sul e Sudeste do país, o MDB é mais alinhado a direita e centro-direita, com tendências bolsonaristas. Já no Nordeste, o partido é de maioria lulista. As divergências têm levado o presidente, deputado Baleia Rossi (SP), a optar por decisões colegiadas, mesmo que caciques da legenda, como Helder Barbalho (PA), Renan Calheiros (AL), e Eduardo Braga (AM) pressionem por uma articulação direta com o presidente Lula.
Do lado petista, a escolha de um emedebista a vice na chapa de Lula também poderia ser problemática. O atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB-SP), está consolidado como aliado do presidente e traz ativos para a campanha à reeleição, como o fato de ter negociado o tarifaço com o governo dos Estados Unidos, além de manter um diálogo aberto o setor produtivo.










