Política

Coordenador do programa de Haddad vê eleição aberta em SP: 'Não é um passeio'

Ao SBT News, Emídio de Souza (PT) detalha estratégia para 2026, defende governo Lula no "caso Master" e afirma que o partido buscará um vice de centro

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Figura histórica do PT e um dos nomes mais próximos ao presidente Lula, o deputado estadual Emídio de Souza assumiu a coordenação do programa de governo de Fernando Haddad para a disputa ao Palácio dos Bandeirantes em 2026. Em entrevista exclusiva ao SBT News, o parlamentar traçou as linhas gerais da candidatura, fez críticas contundentes à gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e esclareceu a postura do partido sobre temas sensíveis, como a privatização da Sabesp e o recente escândalo envolvendo o banco Master.

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Sabesp: Fiscalização rigorosa em vez de reestatização

Um dos pontos centrais do debate político em São Paulo, a privatização da Sabesp será um dos eixos da campanha de Haddad. No entanto, Emídio de Souza sinalizou uma mudança de rota em relação ao discurso de 2022. Segundo ele, o PT não trabalha com a ideia de reestatizar a companhia, mas sim de endurecer a fiscalização.

"Juridicamente, o ato está feito. Não cabe mais a ideia de reestatização. O que temos de fazer agora é saber trabalhar a partir dessa realidade", afirmou o deputado. Ele criticou os resultados da desestatização, citando o aumento das tarifas e a queda na qualidade do serviço. "A Sabesp privatizada não terá moleza com um eventual governo de Fernando Haddad. Ela terá que cumprir o que se comprometeu através de agências reguladoras fortes, multas e novas leis."

Estratégia para 2026 e o perfil do vice

Apesar da aprovação positiva de Tarcísio de Freitas, Emídio de Souza contesta a tese de que a eleição já está decidida. Citando pesquisas recentes que colocam Haddad com 31% das intenções de voto contra 44% do atual governador, o coordenador avalia que o cenário é favorável para o início de uma campanha.

"O Tarcísio até este momento não foi cobrado daquilo que se comprometeu e não entregou. A disputa não é um passeio", provocou.

Para avançar sobre o eleitorado do interior e setores conservadores que historicamente rejeitam o PT, Emídio confirmou que a chapa deve buscar um "novo Alckmin".

"O ideal é que o vice seja alguém que complemente a imagem do candidato. O Haddad já tem o voto da esquerda e dos progressistas. Ele precisa conquistar o eleitor de centro, aquele que antigamente votava no PSDB. O perfil tem que ser de alguém que dialogue com setores onde não temos entrada direta", explicou.

Caso Banco Master e críticas ao Banco Central

Questionado sobre o impacto político do escândalo envolvendo o Banco Master, Emídio de Souza buscou desvincular o governo federal do caso, atribuindo a responsabilidade à gestão anterior do Banco Central.

"O envolvimento do governo nisso é zero. Esse caso se desenvolveu inteiramente quando o presidente do Banco Central era Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro", argumentou o parlamentar. Segundo ele, o problema só veio à tona e começou a ser liquidado na gestão de Gabriel Galípolo. O deputado defendeu que o governo Lula precisa ser "mais ousado" na comunicação para evitar que narrativas da oposição prevaleçam.

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