Política

Congresso do PT tem como principal estrela Haddad, que ignora Tarcísio e diz que Lula vai enfrentar 'Bolsonarinho'

Presidente da República não foi a encerramento do encontro devido a cirurgias às quais foi submetido na sexta

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O PT encerrou neste domingo (26), em Brasília, a primeira parte de seu 8º Congresso Nacional tendo como principal estrela o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, já que Lula não compareceu em decorrência de cirurgias às quais foi submetido na sexta, entre elas a retirada de um tumor no couro cabeludo

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Apesar de ser pré-candidato ao governo de São Paulo, Haddad ignorou o adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos) em sua fala à militância, se concentrando na disputa nacional.

"A reeleição de Lula é um imperativo do nosso futuro", discursou Haddad. 
"Lula vai concorrer com o 'Bolsonarinho', o filho do Jair Bolsonaro. Uma família que só entregou o caos para esse país, desde sempre. Eles se vendem como antissistema e estão há 30 anos entregando a pior política da história do país.  Das rachadinhas ao genocídio da pandemia, eles estão sempre do lado da destruição."

Haddad é tratado no PT como o favorito para receber a herança política de Lula.

No encontro, o PT também aprovou as diretrizes para as eleições, que trazem, entre outros pontos, a defesa da soberania nacional e uma proposta genérica de reforma do judiciário.

O texto define a reeleição de Lula como decisiva, destaca o que aponta como conquistas do governo (crescimento, fim da fome, queda da desigualdade) e propõe reformas política e administrativa, além do fim da escala 6x1 e da tarifa zero no transporte público.  

O partido decidiu deixar para depois das eleições o debate de temas mais críticos ao próprio governo Lula, em especial pontos da política econômica.

No encontro, realizado no centro de convenções Brasil 21, o partido exibiu ainda, antes das falas dos políticos, o discurso de Lula no encontro de forças mundiais progressistas realizado na Espanha. 

Nessa ocasião, Lula defendeu uma proposta de governo mais à esquerda do que a que atualmente pratica, com críticas a governos desse campo que cedem a pressões do mercado e do empresariado em torno de austeridade fiscal.

Em sua fala no encerramento, o presidente do PT, Edinho Silva, instou a militância a ouvir setores da sociedade e tentarem entender as razões de setores da sociedade que repelem o PT, como jovens evangélicos e motoristas e entregadores de aplicativo.

O encontro contou com a presença de ministros do governo Lula, parlamentares, governadores, prefeitos e outros políticos do partido, entre eles dois ex-dirigentes condenados no escândalo do mensalão --José Dirceu e Delúbio Soares.

Dirceu, que coordenou o texto aprovado, teve assento no palco do evento. Ele deve concorrer a deputado federal neste ano.

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