Operação apura fraude bilionária com banco extinto no RJ
Polícia Civil investiga reativação do Banco de Crédito Móvel (BCM) e cumpre mandados contra acionistas e dirigentes da Junta Comercial do Estado
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Emanuelle Menezes, com SBT Rio
25/06/2026, 12:00 • Atualizado em 25/06/2026, 12:00
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Operação Lázaro foi deflagrada nesta quinta-feira (25) | Reprodução
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta quinta-feira (25), uma operação contra um suposto esquema de fraude relacionado à reativação do Banco de Crédito Móvel S.A. (BCM), instituição financeira que teve suas atividades encerradas há mais de 60 anos.
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A Operação Lázaro é conduzida pela Delegacia de Defraudações e cumpre 12 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo, na capital fluminense.
Entre os alvos estão acionistas ligados ao banco e integrantes da cúpula da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja), incluindo o vice-presidente Affonso D'Anzicourt Silva, o secretário-geral Gabriel Oliveira de Souza Voi e o ex-presidente do órgão Sergio Tavares Romay.
Banco foi liquidado em 1964
De acordo com a investigação, o Banco de Crédito Móvel teve sua liquidação concluída em 1964, após decisão dos próprios acionistas de encerrar as atividades da instituição financeira.
Segundo a Polícia Civil, os acionistas minoritários receberam seus quinhões em dinheiro, enquanto os majoritários dividiram entre si os bens remanescentes do patrimônio da companhia. Com isso, as ações do banco deixaram de existir.
Apesar desse histórico, a corporação apura como a instituição teria sido reativada na Jucerja em 2024, mesmo diante de uma decisão judicial contrária ao restabelecimento do registro e de parecer desfavorável da Procuradoria Regional do órgão.
A suspeita é que pessoas apontadas como falsos acionistas tenham participado do processo para reivindicar direitos sobre um crédito bilionário.
Disputa envolve terreno no Recreio dos Bandeirantes
Segundo a Polícia Civil, a suposta fraude está ligada a uma disputa envolvendo a desapropriação de uma área de 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio.
Os investigadores acreditam que a reativação do banco teria sido utilizada para tentar assumir direitos relacionados à indenização decorrente do processo.
Além da possível fraude societária e financeira, a operação também apura denúncias de envolvimento dos investigados em fraudes imobiliárias, invasões de terrenos na Barra da Tijuca e construção de condomínios irregulares.
Operação apura fraude bilionária com banco extinto no RJPolícia Civil investiga reativação do Banco de Crédito Móvel (BCM) e cumpre mandados contra acionistas e dirigentes da Junta Comercial do EstadoCidades2026-06-25T12:00:05.175ZA Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza, nesta quinta-feira (25), uma operação contra um suposto esquema de fraude relacionado à reativação do Banco de Crédito Móvel S.A. (BCM), instituição financeira que teve suas atividades encerradas há mais de 60 anos. Segundo os investigadores, a manobra teria como objetivo a apropriação indevida de um crédito que ultrapassa R$ 1 bilhão. A Operação Lázaro é conduzida pela Delegacia de Defraudações e cumpre 12 mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca, Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo, na capital fluminense. Entre os alvos estão acionistas ligados ao banco e integrantes da cúpula da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja), incluindo o vice-presidente Affonso D'Anzicourt Silva, o secretário-geral Gabriel Oliveira de Souza Voi e o ex-presidente do órgão Sergio Tavares Romay. Banco foi liquidado em 1964 De acordo com a investigação, o Banco de Crédito Móvel teve sua liquidação concluída em 1964, após decisão dos próprios acionistas de encerrar as atividades da instituição financeira. Segundo a Polícia Civil, os acionistas minoritários receberam seus quinhões em dinheiro, enquanto os majoritários dividiram entre si os bens remanescentes do patrimônio da companhia. Com isso, as ações do banco deixaram de existir. Apesar desse histórico, a corporação apura como a instituição teria sido reativada na Jucerja em 2024, mesmo diante de uma decisão judicial contrária ao restabelecimento do registro e de parecer desfavorável da Procuradoria Regional do órgão. A suspeita é que pessoas apontadas como falsos acionistas tenham participado do processo para reivindicar direitos sobre um crédito bilionário. Disputa envolve terreno no Recreio dos Bandeirantes Segundo a Polícia Civil, a suposta fraude está ligada a uma disputa envolvendo a desapropriação de uma área de 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio. Os investigadores acreditam que a reativação do banco teria sido utilizada para tentar assumir direitos relacionados à indenização decorrente do processo. Além da possível fraude societária e financeira, a operação também apura denúncias de envolvimento dos investigados em fraudes imobiliárias, invasões de terrenos na Barra da Tijuca e construção de condomínios irregulares.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/operacao-apura-fraude-bilionaria-com-banco-extinto-no-rj
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