Câmara aprova Pacheco para vaga de ministro do TCU
Indicação recebeu 404 votos favoráveis e 61 contrários; senador irá substituir Bruno Dantas

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado | Divulgação/Waldemir Barreto/Agência Senado
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Em votação secreta, foram 404 votos favoráveis, 61 contrários e uma abstenção. Falta agora a promulgação do decreto e a nomeação de Pacheco no Diário Oficial da União (DOU).
Com o aval dos deputados, o Congresso concluiu a análise da escolha de Pacheco para ocupar a cadeira deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao tribunal nesta semana. O senador já havia recebido o apoio do Senado na terça-feira (1º), quando sua indicação foi aprovada por 63 votos a quatro.
A escolha foi formalizada pelo Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 995/2026, apresentado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), juntamente com parlamentares de diferentes partidos. A proposta chegou à Câmara depois da aprovação no Senado e teve o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) como relator.
A votação entre os deputados ocorreu por sistema eletrônico e em escrutínio secreto. Antes da análise, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia informado que os parlamentares poderiam registrar os votos nos postos das bancadas ou pelo aplicativo Infoleg.
Pacheco substituirá Bruno Dantas
Pacheco assumirá a vaga aberta pela saída antecipada de Bruno Dantas, que decidiu deixar o TCU para seguir carreira no setor privado. Dantas oficializou a renúncia na segunda-feira (31), e sua exoneração deve ser publicada em 9 de setembro.
Segundo apuração do SBT News, uma das possibilidades avaliadas por Dantas é assumir o comando da Avibras, fabricante brasileira do setor de defesa. Ele também recebeu proposta de um grande escritório de advocacia dos Estados Unidos para atuar como sócio sênior responsável pela América Latina.
Dantas deve viajar a Nova York no fim de setembro para discutir a proposta do escritório. A decisão sobre o próximo passo profissional deve ser tomada depois dessas conversas, razão pela qual a ida para a Avibras ainda não está definida.
O TCU é formado por nove ministros. Pela Constituição, seis vagas são preenchidas por escolha do Congresso Nacional e três por indicação do Planalto.















