Caiado sinaliza apoio a Flávio no 2º turno apesar de Vorcaro
Ao SBT News, ex-governador de Goiás diz que controvérsias não podem afetar articulação contra Lula; prioridade é manter a unidade da centro-direita




O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta terça-feira (26) que seguirá ao lado de Flávio Bolsonaro (PL) caso o senador avance para o segundo turno das eleições. Em entrevista exclusiva ao SBT News, Caiado admitiu que a associação de Flávio com o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, impôs dificuldades iniciais ao andamento da campanha do parlamentar após oscilações nas pesquisas, mas defendeu a união do bloco de oposição para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT).
A manifestação ocorre em meio à repercussão de reportagem do site Intercept Brasil que aponta negociações de Vorcaro para financiar o documentário "Dark Horse", focado na biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo documentos obtidos pelo site, ao menos R$ 61 milhões teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025.
"Os problemas devem ser respondidos por cada um daqueles que venham amanhã a ser colocados em xeque ou na necessidade de se explicar. Agora, o fato pessoal não pode ser um fator que inviabilize esse ponto de convergência que nós temos", declarou o governador.
Caiado evitou fazer julgamento direto sobre o episódio e afirmou que questões pessoais devem ser esclarecidas pelos próprios envolvidos. Para ele, esse tipo de controvérsia não pode comprometer a articulação política do campo da direita.
O pré-candidato reforçou que a prioridade é manter a unidade da centro-direita. Segundo ele, independentemente de quem avance ao segundo turno, haverá apoio mútuo entre os candidatos para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"A oposição nossa é exatamente o PT. Agora, se realmente alguém dentro do nosso grupo tem problemas, que ele se explique. Isso não pode ser usado, em hipótese alguma, como motivo para uma ruptura entre nós. E, quando digo ‘entre nós’, refiro-me aos candidatos, para que possamos derrotar Lula no segundo turno", afirmou.














