Aécio diz ser contra a anistia ampla aos envolvidos no 8/1
Ao SBT News, deputado afirmou que revisar a dosimetria das penas seria um gesto de equilíbrio institucional




O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) comentou, nesta terça-feira (26), em entrevista ao SBT News, sobre o Projeto de Lei da Dosimetria, que prevê a redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro. Aécio declarou ser contrário a uma anistia ampla, mas defendeu que houve desproporcionalidade nas punições aplicadas, especialmente em relação a réus com participação secundária.
O deputado afirmou que a proposta, sugerida por ele ao relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP), buscava recalcular penas que chegavam a 15 a 17 anos de prisão para envolvidos com atuação considerada lateral nos atos.
Para Aécio, conceder anistia a quem atenta contra o Estado Democrático de Direito seria inconstitucional, mas revisar a dosimetria das penas poderia representar um gesto de equilíbrio institucional.
"O que poderia ter feito o presidente da República? Um gesto de generosidade para com o país, de integração, de retomada do entendimento nacional? Simplesmente sancionar a lei. Mas não, ele sabia que o seu veto era um gesto político, porque, obviamente, o Congresso iria derrubá-lo, como acabou derrubando, mas ele se alimenta da radicalização", afirmou.
Candidatura à Presidência
Apontado como possível pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio evitou confirmar uma eventual candidatura ao Planalto. Ele disse que não se considera candidato neste momento e que uma decisão dependerá do cenário político.
"Eu não sou candidato à presidência da República, eu não me coloquei para ninguém como candidato à presidência da República. Eu sou um brasileiro que está angustiado, porque eu olho esses dois cenários hoje mais prováveis, e é muito provável realmente, vamos ser sinceros, que nós chegamos lá na frente com essa polarização, e acho que vão ser dois desastres anunciados, dois caminhos terríveis para o Brasil", afirmou.
Aécio afirmou que pretende atuar na articulação de um campo político de centro, reunindo lideranças que, segundo ele, já contribuíram com o país em décadas anteriores.














