Brasil está preparado para enfrentar El Niño, afirma Lula
Governo federal destinou recursos do Novo PAC para prevenção de desastres e repasses bilionários ao Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024
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Felipe Moraes
Alckmin (PSB), Lula (PT) e Belchior em reunião ministerial sobre El Niño | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
O Brasil está preparado para enfrentar possíveis efeitos do El Niño em 2026, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião ministerial sobre o assunto realizada nesta quarta-feira (29), em Brasília.
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"Se ele vai acontecer de forma grave, nós estamos preparados. Se não acontecer, valeu a intenção de se preparar para enfrentar alguma coisa. O duro é quando acontece alguma coisa e ninguém está preparado", disse o mandatário em parte do encontro aberta a jornalistas.
A ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, apresentou hoje um plano federal com uma série de medidas preventivas relacionadas a efeitos do El Niño e de combate a impactos da mudança do clima, incluindo investimentos bilionários do Novo PAC e repasses especiais ao Rio Grande do Sul após as enchentes que assolaram o estado em 2024.
Possíveis impactos do El Niño nas regiões do Brasil monitorados pelo governo federal | Reprodução
Ações do governo federal voltadas ao El Niño:
Prevenção e combate a incêndios;
Medidas contra desmatamento e para financiamento climático;
Segurança hídrica;
Energia elétrica;
Dragagens;
Prevenção a desastres provocados por chuvas intensas;
Resposta a desastres.
O fenômeno climático se caracteriza pelo aumento anômalo da temperatura das águas superficiais do Oceano Pacífico. O indicativo de ocorrência do El Niño é definido a partir de uma alta de pelo menos 0,5ºCem relação à média climatológica.
Segundo projeção recente do Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, órgão vinculado à agência norte-americana dedicada a estudos sobre oceano e atmosfera (NOAA), há 81% de o El Niño atingir a categoria "muito forte" entre outubro e dezembro.
Investimentos do Novo PAC para prevenção de desastres | Reprodução
"Estamos pedindo a Deus que não aconteça", completou Lula. "Se não acontecer, a gente pode ter produção agrícola melhor, mais energia, mais reserva de água. A gente não quer que aconteça. Como não está sob nosso controle, o que fizemos foi nos preparar", continuou o presidente.
O petista pediu a Belchior que o governo avalie a possibilidade de organizar uma teleconferência com todos os prefeitos de cidades brasileiras para que o plano federal sirva de "estímulo" para ações locais, com apoio da União.
"Se o prefeito estiver envolvido, a chance de evitar desgraça é muito maior. Ele está no território, sabe onde está o problema, onde pode faltar água, onde pode pegar fogo, onde pode ter dificuldade", reforçou Lula, indicando que o planejamento do governo também pode ser compartilhado com outros países.
"Nós estamos vendo na Espanha incêndios que eles jamais imaginaram que pudessem ter. Vocês percebem que não é por falta de dinheiro. É que ninguém está preparado para enfrentar a natureza, quando ela se rebela. Acho que a gente pode ajudar outros países, a partir da nossa experiência, pra que a gente possa enfrentar com mais tranquilidade a revolta climática pelo transtorno que nós, humanos, causamos à natureza", acrescentou.
Belchior informou que o plano do governo foi estruturado "discutindo com especialistas, portanto ouvindo a ciência, e representantes de estados e municípios".
Recursos do governo federal para o Rio Grande do Sul | Reprodução
A chefe da Casa Civil também destacou os repasses de R$ 15,1 bilhões, até 2027, ao RS por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para reconstrução e adaptação climática e de R$ 6,5 bilhões pelo Fundo de Apoio à Infraestrutura (Firece) para financiamento de projetos estruturantes na região metropolitana de Porto Alegre.
"O Rio Grande do Sul é um caso especial por causa do desastre enorme em 2024", salientou. "Garantimos recursos para que o estado pudesse se preparar para eventos posteriores. E fizemos isso de duas maneiras. A primeira, ao permitir que o estado não pague a dívida por três anos, e que deixem de pagar os juros do período. Com isso, foi criado o Funrigs, para tornar o estado mais capaz de enfrentar efeitos da mudança do clima."
Brasil está preparado para enfrentar El Niño, afirma LulaGoverno federal destinou recursos do Novo PAC para prevenção de desastres e repasses bilionários ao Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024Política2026-07-29T16:27:57.781ZO Brasil está preparado para enfrentar possíveis efeitos do El Niño em 2026, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião ministerial sobre o assunto realizada nesta quarta-feira (29), em Brasília. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. "Se ele vai acontecer de forma grave, nós estamos preparados. Se não acontecer, valeu a intenção de se preparar para enfrentar alguma coisa. O duro é quando acontece alguma coisa e ninguém está preparado", disse o mandatário em parte do encontro aberta a jornalistas. A ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, apresentou hoje um plano federal com uma série de medidas preventivas relacionadas a efeitos do El Niño e de combate a impactos da mudança do clima, incluindo investimentos bilionários do Novo PAC e repasses especiais ao Rio Grande do Sul após as enchentes que assolaram o estado em 2024. Ações do governo federal voltadas ao El Niño: O fenômeno climático se caracteriza pelo aumento anômalo da temperatura das águas superficiais do Oceano Pacífico. O indicativo de ocorrência do El Niño é definido a partir de uma alta de pelo menos 0,5ºC em relação à média climatológica. Segundo projeção recente do Centro de Previsão Climática (CPC) dos Estados Unidos, órgão vinculado à agência norte-americana dedicada a estudos sobre oceano e atmosfera (NOAA), há 81% de o El Niño atingir a categoria "muito forte" entre outubro e dezembro. "Estamos pedindo a Deus que não aconteça", completou Lula. "Se não acontecer, a gente pode ter produção agrícola melhor, mais energia, mais reserva de água. A gente não quer que aconteça. Como não está sob nosso controle, o que fizemos foi nos preparar", continuou o presidente. O petista pediu a Belchior que o governo avalie a possibilidade de organizar uma teleconferência com todos os prefeitos de cidades brasileiras para que o plano federal sirva de "estímulo" para ações locais, com apoio da União. "Se o prefeito estiver envolvido, a chance de evitar desgraça é muito maior. Ele está no território, sabe onde está o problema, onde pode faltar água, onde pode pegar fogo, onde pode ter dificuldade", reforçou Lula, indicando que o planejamento do governo também pode ser compartilhado com outros países. "Nós estamos vendo na Espanha incêndios que eles jamais imaginaram que pudessem ter. Vocês percebem que não é por falta de dinheiro. É que ninguém está preparado para enfrentar a natureza, quando ela se rebela. Acho que a gente pode ajudar outros países, a partir da nossa experiência, pra que a gente possa enfrentar com mais tranquilidade a revolta climática pelo transtorno que nós, humanos, causamos à natureza", acrescentou. Belchior informou que o plano do governo foi estruturado "discutindo com especialistas, portanto ouvindo a ciência, e representantes de estados e municípios". A chefe da Casa Civil também destacou os repasses de R$ 15,1 bilhões, até 2027, ao RS por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para reconstrução e adaptação climática e de R$ 6,5 bilhões pelo Fundo de Apoio à Infraestrutura (Firece) para financiamento de projetos estruturantes na região metropolitana de Porto Alegre. "O Rio Grande do Sul é um caso especial por causa do desastre enorme em 2024", salientou. "Garantimos recursos para que o estado pudesse se preparar para eventos posteriores. E fizemos isso de duas maneiras. A primeira, ao permitir que o estado não pague a dívida por três anos, e que deixem de pagar os juros do período. Com isso, foi criado o Funrigs, para tornar o estado mais capaz de enfrentar efeitos da mudança do clima."São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/brasil-esta-preparado-para-enfrentar-el-nino-afirma-lula
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