Política

Boulos volta a criticar Alcolumbre por adiamento da PEC 6x1

Ministro responsável pela articulação com movimentos sociais criticou demora na aprovação e análise para o pós-recesso: “A quem interessa?”

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SBT News
17/07/2026, 20:23 • Atualizado em 17/07/2026, 20:23
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Ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência | Divulgação/Igor Graccho

Ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência | Divulgação/Igor Graccho

Responsável pela articulação do governo Lula (PT) com movimentos sociais, o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, voltou a criticar pelas redes sociais nesta sexta-feira (17) a demora do Senado para aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1. O Congresso Nacional está no último dia de trabalho antes do recesso parlamentar até o fim de julho.

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A PEC foi aprovada em dois turnos na Câmara no fim de maio, mas não caminhou desde então por resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por um misto de insatisfação com a base do governo por cobrar a aceleração do trâmite e também pressão de empresários insatisfeitos com a versão do texto deixada pelos deputados.

Sem citar Alcolumbre diretamente, Boulos disse que a proposta estava parada “por razões menores". “A quem interessa não votar a PEC da 6X1 antes das eleições?", questionou o ministro.

No fim de junho, Boulos já havia dito que Alcolumbre estava “brincando com fogo” ao deixar a PEC parada em entrevista ao programa Bom dia, Ministro", do governo federal. “Eu acho que o presidente do Senado está errando e está errando feio. Mais que isso, ele tá brincando com fogo", disse na ocasião. Alcolumbre reagiu e condenou a normalização de “agressões, ofensas e ataques” ao Senado.

A questão em torno da proposta é o prazo para entrar em vigor, ser assimilada pelo eleitorado e render ao governo voto nas urnas. Como a versão aprovada pela Câmara colocou dois meses de prazo para as empresas se adaptarem à redução da jornada para 42h e a obrigatoriedade de duas folgas semanais, o Planalto queria a aprovação no máximo até esta semana.

Agora, a intenção é negociar com Alcolumbre um rito de tramitação célere e que termine em agosto, com o texto passando obrigatoriamente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pelo menos, antes de avançar ao plenário.

A tropa de choque do Planalto para essa missão é formada pelos senadores Camilo Santana (PT-CE) e Teresa Leitão (PT-PE), líderes do PT e do governo no Senado. Já Boulos atua em outra frente e mantém contato com trabalhadores e centrais sindicais para mostrar que o governo já fez o que podia fazer para mudar a escala de trabalho e que agora a responsabilidade recai sobre o Congresso.

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