Atlas: 77,5% dizem que apoio de influencers não muda voto
Levantamento também aponta que 72,3% nunca mudaram de opinião política por causa de criadores de conteúdo
Caroline Vale
Pesquisa mostra que influenciadores têm alcance, mas pouco poder no voto. | rawpixel.com / Chanikarn Thongsu -- Fábio Pozzebom/Agência Brasil
Pesquisa AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (6), revela que os influenciadores digitais ocupam um espaço relevante no consumo de conteúdo dos brasileiros, mas seu poder de interferência direta nas escolhas eleitorais ainda é visto com cautela pelos próprios entrevistados.
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O levantamento simulou um cenário em que um influenciador declara apoio público a um candidato à Presidência. Para 77,5% dos entrevistados, esse posicionamento não faria diferença na decisão de voto. Outros 14,3% responderam que a reação dependeria do influenciador ou do candidato.
Apenas 3% disseram que ficariam mais propensos a votar no candidato apoiado e o mesmo percentual afirmou que ficaria menos propenso. Outros 2,2% não souberam responder.
As respostas indicam predominância de ceticismo em relação ao peso político dos influenciadores. A maioria concorda com a afirmação de que as opiniões desses criadores não têm qualquer efeito sobre sua decisão de voto (67%). Quando a pergunta é se a opinião de um influenciador pode reforçar sua escolha, a maioria discorda (62%). Assim como grande parte não concorda que esses conteúdos ajudem a decidir entre candidatos (64%), de que um apoio público desperte interesse pelas propostas de um candidato (68%) ou de que conteúdos publicados por influenciadores possam fazê-los mudar de candidato (83%).
Ao projetar o impacto desses criadores de conteúdo na eleição presidencial deste ano, 44,6% acreditam que eles terão alguma influência sobre o voto dos brasileiros, enquanto 26,8% avaliam que essa influência será muito grande.
Por outro lado, 16,9% consideram que a influência será pequena e 9,1% afirmam que não haverá qualquer impacto; 2,6% não souberam responder.
Apesar dessa percepção de alcance, a maioria dos entrevistados diz nunca ter mudado de opinião sobre um tema político, candidato ou governo por causa de um conteúdo publicado por influenciadores. Esse grupo representa 72,3% da amostra. Outros 15,2% afirmam que isso aconteceu mais de uma vez, enquanto 13% relatam ter mudado de opinião apenas uma vez.
Entre os tipos de influenciadores mais acompanhados, lideram aqueles que produzem conteúdo sobre notícias, política ou temas sociais, citados por 63,3% dos entrevistados. Em seguida aparecem influenciadores de música, cinema ou cultura (37,2%), finanças, negócios ou empreendedorismo (35,3%), saúde, bem-estar ou atividade física (35,3%) e entretenimento, humor ou celebridades (34,2%).
Esportes (28,3%), religião (24%), moda, beleza ou estilo de vida (16,2%) e games ou tecnologia (12%) aparecem na sequência. Já 19,3% afirmam não acompanhar nenhum influenciador digital.
O levantamento faz parte da edição de julho do relatório Latam Pulse, realizado entre 22 e 27 de julho com 5.021 brasileiros adultos, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.
Atlas: 77,5% dizem que apoio de influencers não muda votoLevantamento também aponta que 72,3% nunca mudaram de opinião política por causa de criadores de conteúdoPolítica2026-08-06T12:41:22.689ZPesquisa , divulgada nesta quinta-feira (6), revela que os influenciadores digitais ocupam um espaço relevante no consumo de conteúdo dos brasileiros, mas seu poder de interferência direta nas escolhas eleitorais ainda é visto com cautela pelos próprios entrevistados. O levantamento simulou um cenário em que um influenciador declara apoio público a um candidato à Presidência. Para 77,5% dos entrevistados, esse posicionamento não faria diferença na decisão de voto. Outros 14,3% responderam que a reação dependeria do influenciador ou do candidato. Apenas 3% disseram que ficariam mais propensos a votar no candidato apoiado e o mesmo percentual afirmou que ficaria menos propenso. Outros 2,2% não souberam responder. As respostas indicam predominância de ceticismo em relação ao peso político dos influenciadores. A maioria concorda com a afirmação de que as opiniões desses criadores não têm qualquer efeito sobre sua decisão de voto (67%). Quando a pergunta é se a opinião de um influenciador pode reforçar sua escolha, a maioria discorda (62%). Assim como grande parte não concorda que esses conteúdos ajudem a decidir entre candidatos (64%), de que um apoio público desperte interesse pelas propostas de um candidato (68%) ou de que conteúdos publicados por influenciadores possam fazê-los mudar de candidato (83%). Influência nas eleições 2026 Ao projetar o impacto desses criadores de conteúdo na eleição presidencial deste ano, 44,6% acreditam que eles terão alguma influência sobre o voto dos brasileiros, enquanto 26,8% avaliam que essa influência será muito grande. Por outro lado, 16,9% consideram que a influência será pequena e 9,1% afirmam que não haverá qualquer impacto; 2,6% não souberam responder. Apesar dessa percepção de alcance, a maioria dos entrevistados diz nunca ter mudado de opinião sobre um tema político, candidato ou governo por causa de um conteúdo publicado por influenciadores. Esse grupo representa 72,3% da amostra. Outros 15,2% afirmam que isso aconteceu mais de uma vez, enquanto 13% relatam ter mudado de opinião apenas uma vez. Nichos de influenciadores Entre os tipos de influenciadores mais acompanhados, lideram aqueles que produzem conteúdo sobre notícias, política ou temas sociais, citados por 63,3% dos entrevistados. Em seguida aparecem influenciadores de música, cinema ou cultura (37,2%), finanças, negócios ou empreendedorismo (35,3%), saúde, bem-estar ou atividade física (35,3%) e entretenimento, humor ou celebridades (34,2%). Esportes (28,3%), religião (24%), moda, beleza ou estilo de vida (16,2%) e games ou tecnologia (12%) aparecem na sequência. Já 19,3% afirmam não acompanhar nenhum influenciador digital. O levantamento faz parte da edição de julho do relatório Latam Pulse, realizado entre 22 e 27 de julho com 5.021 brasileiros adultos, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/atlas-77-5-dizem-que-apoio-de-influencers-nao-muda-voto
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