Assessor de Trump autorizado a visitar Bolsonaro não pediu agenda com governo brasileiro
Responsável por assuntos relacionados ao Brasil, Darren Battie deve visitar o ex-presidente na próxima quarta-feira (18)


Hariane Bittencourt
Autorizado a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na próxima quarta-feira (18), o assessor de Donald Trump, Darren Beattie, não tem agendas previstas com integrantes do governo Lula (PT).
Fontes do Palácio do Planalto afirmaram ao SBT News que, até o momento, a Casa Branca não fez qualquer pedido para que Beattie, que é encarregado da supervisão de assuntos relacionados ao Brasil, se reúna oficialmente com autoridades da gestão petista.
O assessor de Trump, lembrado por ser crítico ao presidente Lula, virá ao Brasil na semana que vem e deve cumprir agendas em Brasília e São Paulo.
Pelas redes sociais, antes de ocupar o atual posto, ele já afirmou que "o Brasil não faz mais parte do mundo livre" sob a gestão petista.
Beattie também endossou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) ao defender que Bolsonaro é vítima de perseguição política.
Na terça-feira (10), o ministro Alexandre de Moraes permitiu que Darren Beattie visite o ex-presidente na semana que vem na Papudinha, em Brasília. O assessor poderá estar acompanhado de um intérprete durante o encontro.
A visita de Beattie ao Brasil, sem compromissos oficiais com o governo brasileiro, coincide com o momento em que o Departamento de Estado norte-americano, comandado por Marco Rubio, voltou a expressar preocupação com a "ameaça regional" exercida por facções criminosas como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
Para evitar uma equiparação desses grupos com organizações criminosas, o Palácio do Planalto aposta na interlocução direta entre Lula e Trump.
O momento ideal para a conversa seria a reunião entre os dois presidentes, em Washington, onde o Brasil pretende levar propostas de cooperação no combate ao crime organizado transnacional. O encontro, no entanto, ainda não tem data para acontecer.









