Aliados de Lula pedem aceno a evangélicos após polêmica com Acadêmicos de Niterói
Governistas temem que a rejeição a Lula entre evangélicos aumente ainda mais e faça diferença nas eleições de outubro


Iander Porcella
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso têm defendido que o governo faça acenos aos evangélicos em breve para tentar reduzir danos da polêmica causada pelo desfile da Acadêmicos de Niterói.
A ala da escola de samba que retratou os “neoconservadores em conserva”, ironizando famílias tradicionais, gerou reações de religiosos e piorou a relação do petista com esse grupo.
Governistas temem que a rejeição a Lula entre evangélicos - que já é alta - aumente ainda mais e faça diferença nas eleições de outubro. Além disso, também houve reação negativa da Frente Parlamentar Católica do Congresso.
A ordem no Planalto é para deixar a poeira baixar. Mas integrantes da base aliada querem que Lula mencione os evangélicos em discursos como um aceno depois que o clima melhorar.
Aliados de Lula também temem que o desgaste possa prejudicar, de alguma forma, a aprovação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Evangélico, ele já recebeu apoio de algumas lideranças religiosas do Congresso.
A oposição fez uma série de críticas ao desfile da Acadêmicos de Niterói, cujo samba-enredo homenageou Lula. Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro capitalizou o desgaste do governo. “LULA REBAIXADO pelas famílias brasileiras!”, escreveu, nas redes sociais, em referência ao rebaixamento da escola.
A homenagem da Acadêmicos de Niterói a Lula foi cercada de polêmicas desde que foi anunciada. A oposição apontou possível crime eleitoral de propaganda antecipada e até aliados de Lula fizeram ressalvas.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, desistiu de última hora de desfilar no sambódromo do Rio de Janeiro pela Acadêmicos de Niterói. Além disso, ministros foram aconselhados a não participar do desfile.








