Política

Alencar Santana diz que proibição de acesso a documentos do Master é “blindagem” de Mendonça

Deputado do PT criticou decisão do ministro do STF de vetar o acesso dos integrantes da comissão à sala-cofre com dados de Vorcaro

O deputado federal Alencar Santana (PT-SP) chamou nesta terça-feira (17) de “barbaridade” a decisão de André Mendonça de proibir o acesso da CPMI do INSS aos documentos do ex-presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo o integrante da comissão, é uma “blindagem” feita pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

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“Deixo aqui nosso protesto que o documento que chegou à CPMI foi blindado o acesso e agora foi retirado de nós. [...] Olha só a contradição. a CPMI aprova a quebra do sigilo, para passar para nós o documento, e quando chega aqui nós não podemos ver. Isso é uma barbaridade”, declarou o deputado em entrevista ao programa Radar News, do SBT News.

Santana também criticou a atuação do presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), e do relator, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL). Segundo o petista, a cúpula da CPMI já tem uma decisão tomada sobre a conclusão do inquérito e o relator “atua como advogado de Bolsonaro e acusador do governo Lula”.

O integrante do colegiado levantou dúvidas se Gaspar tentou acessar os documentos de Vorcaro que chegaram à CPMI e se ele sequer visitou a sala-cofre da comissão, onde estão os dados.

“Vamos aguardar esse relatório para ver se de fato ele vai colocar a verdade a partir dos documentos analisados ou se ele vai simplesmente continuar defendendo, como se fosse advogado dos bolsonaros”, declarou Santana.

Já sobre Viana, o parlamentar governista afirmou que ele tem envolvimento com o cunhado do ex-presidente do Master, Fabiano Zettel, e por isso não colocou em votação os requerimentos de convocação do empresário, apresentados desde novembro – portanto, antes de sua prisão em janeiro.

Santana voltou a afirmar que o caso Master não envolve ninguém do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele atribuiu à oposição a turbulência causada pelo episódio no Palácio do Planalto, mas disse que não há receio dentro do Executivo sobre o avanço das investigações das fraudes do banco de Vorcaro. “Os nomes citados são todos de políticos bolsonaristas, da extrema-direita e de outros partidos”, completou.

“Os nomes dos contatos telefônicos não tem um político do PT. [...] Portanto, isso não tem nada a ver com o governo, agora, a oposição consegue fazer algo com muita maestria que é inverter a verdade, criando falsas narrativas e nesse caso tentando jogar a responsabilidade para nós”, explicou Alencar Santana.

Pré-candidatura de Haddad em São Paulo

O deputado paulista rechaçou a teoria de que o PT demorou para anunciar o pré-candidato do partido ao governo do estado. “[O ministro Fernando] Haddad está sendo anunciado no tempo adequado”, opinou.

Na visão do parlamentar, a entrada de Haddad na corrida vai acabar com o favoritismo do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicano), que, por ora, “está surfando sozinho”. Ele acredita que Haddad será um “candidato fortíssimo” para Tarcísio e que o início da campanha e os debates favorecerão o nome do PT.

“Nós teremos em São Paulo uma eleição extremamente disputada. E eu não tenho dúvida que o Haddad irá ao segundo turno e que nós temos chances de vitória. As pesquisas atuais medem um cenário onde o governador Tarcísio corria sozinho e agora não correrá mais. Ele terá adversário”, disse Santana ao SBT News.

Alencar diz que “ainda está cedo” para a escolha do vice na chapa do atual ministro da Fazenda. Ele defende que a decisão se dá após Haddad realizar os primeiros eventos como pré-candidato, já que o petista só deixará o cargo na Esplanada no início de abril. “A partir daí, nós vamos dialogar com os partidos alinhados para a gente escolher o melhor nome para ganhar a eleição em São Paulo”, complementou.

Para o deputado, o perfil ideal para compor a chapa é de alguém com capacidade de diálogo no interior paulista. Alencar disse que Haddad tem forte aceitação na Grande São Paulo e que a necessidade seria de um vice para avançar no interior e assim acrescentar à campanha no Estado.

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