Política

Alcolumbre cita diálogo ‘restabelecido’ após encontrar Lula

Presidente do Senado esteve com petista nesta quarta no segundo encontro desde a retomada dos diálogos passados meses de afastamento

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Marcia Lorenzatto, Victor Schneider
Presidentes da República e do Senado durante evento | SBT News

Presidentes da República e do Senado durante evento | SBT News

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avaliou que o segundo encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (12) é sinal de que o diálogo foi “restabelecido” após meses de afastamento entre os líderes.

Em declaração a jornalistas no Senado, Alcolumbre disse que as duas reuniões – a primeira na última semana, intermediada pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, do STF – foram “muito boas e produtivas” e retomam um canal aberto entre o Planalto e a presidência do Senado. “É muito importante para a democracia", afirmou.

O senador amapaense despistou sobre os temas tratados no encontro, como a tramitação da proposta que acaba com a escala 6x1 e a possibilidade de Lula indicar um novo nome para o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda neste ano. A questão foi justamente o motivo do racha institucional: em abril, Alcolumbre manobrou para impor uma histórica derrota ao Planalto e ao indicado Jorge Messias, o que não ocorria há mais de um século.

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Mais cedo, em entrevista ao SBT News, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), já havia dito que o saldo do encontro foi destravar a relação interpessoal entre Alcolumbre e Lula, e que essa mesa de conversa ajudará a encaminhar as pautas de interesse da base.

Além da 6x1, o governo corre contra o tempo para dar andamento à PEC da Segurança Pública e ao projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A primeira é o principal esforço do governo federal para encorpar o papel da União no combate ao crime e ter conteúdo a apresentar ao eleitor em outubro; enquanto a segunda é parte da agenda de soberania prioritária para Lula em resposta a investidas da Casa Branca no Brasil.

Outras questões tratadas incluíram um acordo em torno do PLP 114/26, que trata dos subsídios para a gasolina e o etanol, e a instalação de comissões para votar medidas provisórias perto de caducar.

A prioritária é a da "taxa das blusinhas", mas o colegiado previsto para ser instalado nesta quarta foi adiado. O debate é sobre manter o corte de 20% no imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, mudança baixada via medida provisória por Lula em maio, diante do desgaste eleitoral com a taxa e a proximidade das eleições.

Presidente do PT defende Jorge Messias

Em entrevista ao SBT News nesta quarta-feira (12), Edinho Silva, presidente do PT, defendeu Jorge Messias, cujo nome foi rejeitado pelo Senado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o presidente do PT, Messias é preparado e possui “robustez jurídica”.

Apesar da defesa, o petista afirmou que uma nova indicação para a vaga deve ser discutida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Para o dirigente petista, o momento de apresentar um novo nome deve ser definido em acordo entre os dois.

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