Política

Aécio reage a Kassab, diz que PSD faz "política predatória" e compara rival a "fundos abutres"

Presidente do PSDB dispara críticas a ex-prefeito de São Paulo após filiação em massa de tucanos

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À esquerda, Aécio Neves (PSDB), e à direita, Gilberto Kassab (PSD) | Reprodução

O presidente do PSDB, Aécio Neves, reagiu com críticas em tom elevado à ofensiva do presidente do PSD, Gilberto Kassab, sobre o ninho tucano em São Paulo. À coluna, o dirigente afirmou que o rival faz política de forma "predatória", atua como "fundos abutres do mercado" e serve a "qualquer projeto".

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Nesta quinta-feira (05), Kassab acertou a filiação de seis dos oito deputados estaduais do PSDB em São Paulo, incluindo o líder da bancada, Rogério Nogueira. Nos bastidores, integrantes do PSD afirmam que a sigla vai ocupar um papel que já foi do PSDB no passado, a grande força de centro-direita no País.

"A forma predatória como o presidente do PSD atua faz muito mal à política. Tem uma lógica que é a de cooptação de quadros de outros partidos, crescimento da sua bancada para ocupar mais cargos públicos e, ao final, apoiar qualquer governo. Kassab, nunca deu, ao longo de toda a sua existência, um dia de serviço na oposição", disparou Aécio à coluna.

Procurado, Kassab não comentou as críticas até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto.

Embora reconheça "quadros importantes" do partido adversário, o presidente do PSDB afirma que Kassab amplia o número de filiados com "o canto da sereia" — ou seja, com promessas de convênios e cargos. "Ele funciona na política como aqueles fundos abutres funcionam no mercado. Atacam os ativos das empresas para depois comprá-las na baixa. Só que o PSDB não está à venda", arrematou.

O PSDB foi o partido brasileiro que polarizou com PT de 1994 a 2014, quando o próprio Aécio, então senador, foi derrotado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto. Com a emergência do bolsonarismo, em 2018, a sigla que comandou o País por oito anos, com Fernando Henrique Cardoso, entrou em declínio. Hoje, o PSDB tem 15 deputados federais, três senadores e nenhum governador.

Aécio nega, porém, que a "limpa" do PSD em suas fileiras paulistas fragilize a legenda. "Nós somos muito maiores do que o número de deputados, de prefeitos, de governadores. Estamos num processo de reorganização do partido. Vamos voltar das eleições mais fortalecidos para apresentar um projeto ao País. O Brasil precisa de partidos programáticos como o PSDB e não de partidos tão pragmáticos como o de Kassab", declarou.

Entrevista de Lula

Na conversa exclusiva com o SBT News, o deputado federal também respondeu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mais cedo, em entrevista ao UOL, o chamou Aécio de "maior agressor de mulheres que já viu em campanhas" e de o responsável pela "radicalização" do País.

Com ironia, Aécio Neves diz agradecer a "homenagem" do presidente e afirma que o Brasil tomou um "caminho errado" ao escolher Dilma em 2014.

"Ninguém contribuiu mais para a radicalização da política brasileira do que o PT, desde sempre, ao votar contra o Tancredo no Colégio Eleitoral, ao votar contra o Plano Real", declarou. "Foi o Lula, em 2009, muito antes da minha eleição, que criou o famoso Nós Contra Eles, para ganhar as eleições. Ali, sim, ele começou a cindir o país. Portanto, não são narrativas oportunistas que vão mudar a história", acrescentou.

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